Primigesta, 41 semanas, foi submetida a preparo de colo e indução do parto. Analise o partograma apresentado na figura:

Nesse caso, as características importantes do partograma, para o prognóstico de sucesso do parto por via vaginal, são:
Pegadinha central: no partograma, evolução cervical e dinâmica uterina pesam mais que o simples estado da bolsa.
7 cm já está claramente na fase ativa segundo critérios atuais.
Diretriz atual da OMS: não use 1 cm por hora, isoladamente, para diagnosticar distócia ou indicar intervenção.
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Contexto
Na figura, o partograma mostra evolução para 7 cm de dilatação cervical e, no registro mais recente, quatro contrações em 10 minutos. Esses são os dois achados que melhor traduzem trabalho de parto ativo com força propulsiva uterina adequada e progressão já avançada, portanto sustentam prognóstico favorável para parto vaginal na ausência de outros impedimentos.
A interpretação moderna precisa de uma atualização. O WHO Labour Care Guide de 2020 considera a fase ativa a partir de 5 cm e abandonou o uso de 1 cm por hora como limiar isolado de normalidade. O guia orienta avaliar a progressão ao longo do tempo junto com contrações, descida, condições maternas e bem-estar fetal. Assim, o valor do partograma não é uma linha rígida, mas a integração da evolução cervical com a dinâmica uterina e o quadro clínico.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Frequência cardíaca fetal normal é desejável para segurança, mas não é o principal marcador de probabilidade de progressão vaginal. OEP é uma variedade occipitoposterior ou oblíqua que ainda pode rodar e não define, por si, sucesso.
B) Correta (gabarito). A combinação de 7 cm de dilatação com quatro contrações em 10 minutos demonstra fase ativa avançada e dinâmica uterina eficaz, exatamente os elementos mais diretamente relacionados à progressão do parto mostrados no gráfico.
C) Incorreta. Descida para +1 é um achado favorável, mas bolsa rota não é marcador independente de melhor prognóstico e não supera a informação fornecida pela dilatação associada à dinâmica adequada.
D) Incorreta. Bolsa íntegra não melhora por si o prognóstico de parto vaginal. A posição fetal deve ser interpretada em conjunto e a figura não torna essa combinação o achado principal.
E) Incorreta. A dilatação de 7 cm é favorável, mas a bolsa íntegra acrescenta menos informação prognóstica que a presença de quatro contrações em 10 minutos.