Criança nascida com idade gestacional de 36 semanas, teve seu cordão clampeado aos 3 minutos de vida.
Pegadinha central: mais transfusão placentária significa mais volume e mais hemácias, portanto não faz sentido escolher “redução de policitemia”.
Em prematuros estáveis, pense em benefícios circulatórios, menor necessidade transfusional e menor risco de hemorragia intraventricular.
Recomendação contemporânea do ACOG: para prematuros sem necessidade de reanimação imediata, adiar o clampeamento por pelo menos 60 segundos.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Com 36 semanas, o recém-nascido é prematuro tardio. Clampear o cordão aos 3 minutos caracteriza clampeamento tardio ou diferido e permite maior transfusão placentária, aumentando volume sanguíneo e massa eritrocitária e favorecendo a transição cardiovascular. A atualização clínica do ACOG de 2025 passou a recomendar, para prematuros que não necessitam de reanimação imediata, pelo menos 60 segundos de atraso no clampeamento.
Nos prematuros, a literatura associa o clampeamento tardio a menor necessidade de transfusão e a melhores desfechos circulatórios; estudos e recomendações históricas também descrevem redução de hemorragia intraventricular. Evidências contemporâneas reforçam especialmente redução de mortalidade com atraso de pelo menos 60 segundos. Portanto, entre as repercussões oferecidas pela questão, a redução de hemorragia intraventricular é a correta.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O clampeamento tardio não reduz o risco de icterícia. A maior massa eritrocitária pode aumentar discretamente a carga de bilirrubina e, em recém-nascidos a termo, foi descrito pequeno aumento da necessidade de fototerapia.
B) Correta (gabarito). Em prematuros, o clampeamento tardio melhora a transfusão placentária e a estabilidade circulatória e está associado a menor incidência de hemorragia intraventricular em estudos que fundamentaram essa prática.
C) Incorreta. Como há maior transferência de sangue da placenta para o recém-nascido, o hematócrito tende a ser mais alto. O procedimento não tem como benefício reduzir policitemia.
D) Incorreta. Aumento de sepse neonatal não é repercussão esperada do clampeamento tardio. O procedimento é recomendado justamente por seus benefícios neonatais quando mãe e recém-nascido estão estáveis.
E) Incorreta. Enterocolite necrosante não é um efeito adverso esperado do clampeamento tardio; estudos em prematuros historicamente sugeriram redução, e não aumento, desse desfecho.