Pegadinha central: média é a linha central; o limite epidêmico clássico é média + 1,96 DP.
O cálculo deve ser feito separadamente para cada semana ou mês, porque doenças sazonais têm níveis esperados diferentes ao longo do ano.
Anos epidêmicos devem ser retirados da série basal quando se constrói o padrão endêmico clássico.
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Contexto
O diagrama de controle ou canal endêmico compara a frequência observada de um agravo com o comportamento histórico esperado para cada período, que pode ser mês ou semana epidemiológica. No método clássico descrito em manuais de vigilância epidemiológica, calculam-se a média e o desvio padrão das incidências históricas para cada período, preferencialmente excluindo anos epidêmicos que distorçam o padrão basal.
Quando se admite distribuição aproximadamente normal, o limite superior da faixa endêmica pode ser construído por média histórica + 1,96 desvio padrão. O fator 1,96 corresponde aproximadamente ao limite de 95% de uma distribuição normal. Valores observados acima desse limite sugerem ocorrência além da variação endêmica esperada e exigem investigação epidemiológica.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A média isolada representa o valor central esperado, não o limite superior da faixa endêmica.
B) Incorreta. O máximo histórico é muito sensível a valores extremos e não corresponde ao limite estatístico clássico do diagrama de controle.
C) Correta (gabarito). Média histórica acrescida de 1,96 desvio padrão é a fórmula clássica do limite superior sob aproximação normal.
D) Incorreta. Somar 1,96 DP ao máximo histórico deslocaria artificialmente o limite e não é o método clássico.
E) Incorreta. O limite superior não é construído a partir da incidência mínima.