Complicações anestésicas e manejo da dor

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Questão 11
UNIFESP · 2019

Paciente foi submetido à osteossíntese dos ossos do antebraço direito há 4 meses sob anestesia geral. Retorna com dor em queimação e dificuldade para movimentar a mão e dedos desde a retirada do gesso. Ao exame físico: antebraço direito com pele e anexos atróficos e mais frio do que o esquerdo.

Qual é o diagnóstico?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Dor em queimação persistente após trauma, cirurgia ou imobilização, acompanhada de limitação funcional e alterações autonômicas ou tróficas, sugere síndrome dolorosa complexa regional. A dor é regional, desproporcional ao evento desencadeante e não segue necessariamente o território de um único nervo. Pele fria e alterações tróficas podem aparecer em fases mais crônicas.

O diagnóstico formal utiliza os critérios de Budapeste: dor contínua desproporcional ao evento; pelo menos um sintoma em 3 das 4 categorias; pelo menos um sinal ao exame em 2 das 4 categorias; e ausência de diagnóstico alternativo que explique melhor o quadro.

Quando não há lesão nervosa definida, fala-se em síndrome dolorosa complexa regional tipo I; quando há lesão nervosa comprovada, tipo II.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Lesão do plexo braquial causa déficits motores e sensitivos em distribuição neuroanatômica, mas não explica tão bem dor regional desproporcional com alterações vasomotoras e tróficas difusas.

B) Incorreta. Lesão do nervo ulnar teria distribuição característica, com sintomas predominando no 5º dedo, metade ulnar do 4º dedo e musculatura específica da mão, em vez de um quadro regional autonômico e trófico.

C) Incorreta. Síndrome miofascial é marcada por dor muscular e pontos-gatilho, sem o conjunto de alterações vasomotoras, cutâneas e tróficas.

D) Incorreta. Osteoartrose é processo articular degenerativo e não justifica o início após imobilização com pele fria e anexos atróficos.

E) Correta (gabarito). A combinação de dor em queimação persistente, limitação motora, alteração térmica e alterações tróficas após cirurgia e imobilização é a apresentação clássica de síndrome dolorosa complexa regional.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: dor regional desproporcional + alteração autonômica ou trófica é mais importante que tentar encaixar a dor em um nervo específico.

  • Budapeste: sintomas em pelo menos 3 de 4 categorias e sinais em pelo menos 2 de 4.

  • Sem lesão nervosa definida, pense em tipo I; com lesão nervosa comprovada, tipo II.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Complicações anestésicas e manejo da dor” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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