Pegadinha central: adulto com suspeita de cálculo, maior acurácia = TC sem contraste; gestante e criança = ultrassom primeiro.
Radiografia simples perde cálculos radiotransparentes; a TC detecta a maioria deles.
Se a questão disser apenas tomografia helicoidal no contexto de cólica renal, pense no protocolo sem contraste.
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Contexto
Na suspeita de urolitíase em adulto não gestante, a tomografia computadorizada sem contraste, preferencialmente com protocolo de baixa dose quando adequado, é o método de maior acurácia. A diretriz da European Association of Urology mantém a TC sem contraste como padrão para confirmar cálculo em pacientes com dor aguda no flanco, por superar ultrassonografia e urografia intravenosa na detecção e caracterização dos cálculos.
A TC informa localização, tamanho, densidade, carga litiásica e sinais de obstrução, além de revelar diagnósticos alternativos. Detecta inclusive a maioria dos cálculos radiotransparentes na radiografia simples, como os de ácido úrico. O contraste iodado não é necessário na avaliação inicial de cálculo e pode dificultar a visualização de pequenos cálculos no sistema coletor.
A expressão da alternativa, tomografia helicoidal de abdome total, deve ser interpretada como a técnica tomográfica usada para avaliação do abdome e pelve, sem contraste. Em crianças e gestantes, a lógica muda: a ultrassonografia é preferida inicialmente para evitar radiação.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A urografia excretora foi importante historicamente, mas é menos sensível que a TC, utiliza radiação e contraste iodado e deixou de ser o exame de maior acurácia para cólica renal.
B) Correta (gabarito). A tomografia helicoidal sem contraste é o método mais acurado para detectar urolitíase no adulto e ainda define tamanho, localização e repercussão obstrutiva.
C) Incorreta. A ultrassonografia é excelente quando se deseja evitar radiação e é primeira linha em gestantes e crianças, mas pode não visualizar cálculos ureterais pequenos e tem menor sensibilidade global que a TC.
D) Incorreta. A radiografia simples identifica apenas parte dos cálculos radiopacos e não detecta adequadamente cálculos radiotransparentes, além de informar pouco sobre obstrução.
E) Incorreta. A ressonância pode demonstrar dilatação e anatomia do trato urinário, mas não é confiável para detecção direta de pequenos cálculos e não é o exame de escolha.