Mulher, 27 anos de idade, retorna na UBS com resultado de citologia oncótica cervicovaginal: ASC-US.
Pegadinha central: ASC-US não manda direto para colposcopia; aos 27 anos, no algoritmo citológico, repete-se a citologia em 12 meses.
A idade muda o intervalo de seguimento no protocolo citológico clássico, por isso decorar apenas a sigla ASC-US não basta.
Desde 2025, o Brasil está migrando para rastreamento primário por DNA-HPV; a banca pode misturar o novo modelo com fluxos citológicos anteriores, então identifique qual teste iniciou o caso.
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Contexto
ASC-US significa células escamosas atípicas de significado indeterminado, possivelmente não neoplásicas. É uma alteração citológica de baixo risco imediato e muito frequentemente relacionada a infecção transitória pelo HPV. Em uma mulher de 27 anos, a estratégia citológica brasileira tradicional é conservadora, porque a maioria das infecções e alterações leves regride espontaneamente.
Pelas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero do INCA de 2016, diante de ASC-US em mulher entre 25 e 29 anos, a conduta inicial é repetir a citologia em 12 meses. Se houver persistência de alteração ou surgimento de resultado de maior gravidade, a investigação é escalonada, incluindo colposcopia conforme o resultado subsequente.
O cenário nacional mudou em 2025: as Diretrizes Brasileiras passaram a adotar o teste molecular para DNA-HPV oncogênico como exame primário de rastreamento, com implantação progressiva no SUS. Onde o DNA-HPV ainda não está implantado, a citologia continua sendo utilizada. Como a questão já fornece um resultado citológico de ASC-US e cobra o algoritmo baseado em citologia, o gabarito A permanece correto.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Aos 27 anos, no algoritmo citológico brasileiro cobrado pela prova, ASC-US isolado deve ser acompanhado com nova citologia após 12 meses.
B) Incorreta. Colposcopia imediata seria excesso de investigação após um único ASC-US nessa faixa etária e nesse algoritmo. Ela passa a ser indicada diante de persistência ou de achados subsequentes que elevem o risco.
C) Incorreta. Biópsia do colo não é feita diretamente com base em ASC-US isolado. Em regra, a biópsia é dirigida por alteração colposcópica ou por contexto de maior risco.
D) Incorreta. Exérese da zona de transformação é tratamento excisional para situações selecionadas de lesão precursora de maior risco e não tem indicação em ASC-US isolado sem confirmação de lesão.
E) Incorreta. ASC-US é uma categoria citológica, não um diagnóstico de vaginose ou cervicite bacteriana. Antibiótico vaginal só deve ser usado quando houver diagnóstico infeccioso que o justifique.