A figura abaixo mostra a evolução temporal de um indicador de saúde para o Brasil em anos selecionados:

Pegadinha central: o próprio eixo entrega a resposta: cerca de 47 para 14 por 1.000 nascidos vivos combina com mortalidade infantil total brasileira.
Infantil = neonatal precoce + neonatal tardia + pós-neonatal.
Materna costuma ser cobrada por 100.000 nascidos vivos; infantil e seus componentes, por 1.000 nascidos vivos.
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Contexto
O gráfico apresenta uma taxa por 1.000 nascidos vivos que cai de aproximadamente 47 em 1990 para cerca de 14 em 2014. Esse padrão e essa magnitude correspondem à mortalidade infantil total no Brasil. Dados do IBGE para 2014 situam a taxa em aproximadamente 14,4 óbitos de menores de um ano por 1.000 nascidos vivos, compatível com o ponto final da figura.
Mortalidade infantil total é a soma dos óbitos ocorridos antes de completar um ano de vida. Para prova, decomponha o primeiro ano em componentes: neonatal precoce, neonatal tardia e pós-neonatal. Já a razão de mortalidade materna usa outro evento e, classicamente, outro denominador: óbitos maternos por 100.000 nascidos vivos.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A magnitude dos pontos, o denominador de 1.000 nascidos vivos e a trajetória histórica brasileira são compatíveis com mortalidade infantil total.
B) Incorreta. Mortalidade neonatal precoce é apenas o componente de 0 a 6 dias e apresenta valores menores que a mortalidade infantil total. Não explica a magnitude mostrada na série.
C) Incorreta. Mortalidade neonatal tardia abrange somente 7 a 27 dias e é uma parcela ainda menor da mortalidade infantil.
D) Incorreta. Mortalidade pós-neonatal inclui 28 a 364 dias e representa apenas um componente do total. O gráfico mostra valores compatíveis com a soma dos componentes infantis.
E) Incorreta. Mortalidade materna não é expressa, em regra, por 1.000 nascidos vivos; usa-se razão por 100.000 nascidos vivos. Além disso, o evento é óbito materno, não óbito de criança.