Pegadinha central: PTS não é protocolo padronizado; é plano singular e compartilhado.
Palavras que puxam para PTS: equipe multiprofissional, usuário, família, corresponsabilização, metas e reavaliação.
Se a alternativa concentra decisão em um único profissional ou apenas no diagnóstico biomédico, desconfie.
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Contexto
O Projeto Terapêutico Singular é um plano de cuidado construído para uma pessoa ou família cuja situação exige integração de diferentes saberes e intervenções. Ele pertence à lógica da clínica ampliada: considera diagnóstico e tratamento biomédicos, mas também contexto familiar, social, subjetivo, funcional, territorial e recursos disponíveis. O Ministério da Saúde mantém como eixo do PTS a construção conjunta com o usuário, sua família quando pertinente e as equipes de referência, com decisão compartilhada e revisão ao longo do tempo.
Na prática, a construção costuma envolver avaliação ampliada do caso, definição compartilhada de objetivos, pactuação de responsabilidades entre profissionais e usuário e reavaliação periódica. O plano pode mobilizar a rede intersetorial, mas não nasce como determinação administrativa nem pertence exclusivamente ao médico.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O PTS não é escolhido pela gestão locorregional para padronizar condutas. Ele parte da singularidade de um caso e da necessidade de construir cuidado compartilhado.
B) Incorreta. A rede intersetorial pode participar, mas não existe a exigência de que o PTS seja elaborado por ela e apresentado em reunião de distrito. O núcleo é a construção entre equipe de referência, usuário e rede de apoio pertinente.
C) Incorreta. O médico pode participar ativamente, mas não é o autor exclusivo do plano. A lógica é interdisciplinar e de corresponsabilização, não de prescrição médica seguida pelos demais profissionais.
D) Correta (gabarito). Conhecer a pessoa em sua realidade e envolver usuário, familiares, agregados ou cuidadores quando pertinentes é compatível com a clínica ampliada e com a construção compartilhada do PTS.
E) Incorreta. Discussão diagnóstica e conduta biomédica podem integrar o PTS, mas não o definem. Reduzi-lo a diagnóstico clínico e técnica biomédica elimina justamente sua dimensão singular, interdisciplinar e psicossocial.