Homem, 50 anos de idade, chega ao pronto-socorro com dor torácica há duas horas. Eletrocardiograma inicial com supradesnivelamento de segmento ST em derivações V1–V6. O tempo necessário para transferir o paciente para o serviço de hemodinâmica mais próximo é de 130 minutos.
Pegadinha central: STEMI com PCI demorando mais que o limite recomendado pede fibrinólise precoce + transferência, não fibrinólise isolada.
Após lise bem-sucedida: coronariografia em 2 a 24 horas. Após lise malsucedida: PCI de resgate.
Não espere troponina diante de STEMI diagnóstico no ECG.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
O ECG mostra IAM com supradesnivelamento do ST anterior extenso, com apenas 2 horas de evolução. A prioridade é reperfusão imediata. Quando a angioplastia primária não pode ser realizada dentro do intervalo recomendado a partir do diagnóstico, a estratégia indicada, na ausência de contraindicações, é fibrinólise precoce seguida de transferência imediata para centro com hemodinâmica, a chamada estratégia farmacoinvasiva.
As diretrizes contemporâneas de síndrome coronariana aguda mantêm o limiar prático de 120 minutos para o atraso previsto até reperfusão por PCI primária. Com transferência estimada em 130 minutos e sintomas iniciados há 2 horas, fibrinólise é apropriada se puder ser administrada rapidamente e não houver contraindicação. Após fibrinólise bem-sucedida, realiza-se coronariografia precoce, classicamente entre 2 e 24 horas. Se houver falha de reperfusão, instabilidade ou isquemia persistente, a indicação é angioplastia de resgate sem esperar essa janela.
Não se deve aguardar troponina para confirmar um STEMI inequívoco no ECG antes de reperfundir.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A fibrinólise está correta, mas a transferência não deve depender de piora clínica. O paciente deve ser encaminhado sistematicamente para centro com PCI após a lise.
B) Incorreta. Adiar cateterismo rotineiramente até o sétimo dia perde o benefício da estratégia farmacoinvasiva. Mesmo quando a fibrinólise funciona, a coronariografia deve ser precoce.
C) Correta (gabarito). Como o atraso para PCI excede 120 minutos, fibrinólise seguida de transferência e cateterismo entre 2 e 24 horas, se a reperfusão for bem-sucedida, é a estratégia farmacoinvasiva apropriada.
D) Incorreta. Transferir diretamente para PCI seria preferível se a reperfusão mecânica pudesse ocorrer dentro do tempo recomendado. Com atraso estimado de 130 minutos e possibilidade de fibrinólise imediata, a banca prioriza fibrinólise.
E) Incorreta. AAS faz parte do tratamento, mas não é suficiente. O supradesnivelamento de ST com quadro compatível já define necessidade de estratégia de reperfusão; esperar enzimas atrasa tratamento que salva miocárdio.