Pegadinha central: memorize o corte da prova: duas ou mais pneumonias em um ano é sinal de alerta.
Infecção comum só vira pista imunológica quando é excessivamente frequente, grave, persistente, incomum ou difícil de tratar.
Molusco contagioso preocupa mais quando é disseminado, atípico ou refratário, não quando é uma ocorrência isolada.
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Contexto
Os antigos termos imunodeficiências primárias são cada vez mais substituídos por erros inatos da imunidade. A suspeita não depende apenas do número de infecções, mas do padrão: infecções graves, recorrentes, incomuns, persistentes, de difícil tratamento, por agentes oportunistas ou acompanhadas de falha de crescimento e história familiar.
Nos sinais de alerta pediátricos difundidos pela Jeffrey Modell Foundation e adaptados em diferentes referências, duas ou mais pneumonias em um ano constituem um critério clássico de investigação. O número de otites considerado sinal de alerta é maior que duas por ano na criança; portanto, a alternativa A não atinge esse limiar.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Duas otites em um ano são comuns na infância e ficam abaixo do limiar clássico de alerta pediátrico. O padrão preocupante é mais frequente, persistente ou complicado.
B) Incorreta. Amigdalites de repetição, sem gravidade, agentes incomuns, falha terapêutica ou outras infecções relevantes, são pouco específicas para erro inato da imunidade.
C) Incorreta. Molusco contagioso isolado é frequente em crianças imunocompetentes. A suspeita aumenta quando as lesões são extensas, gigantes, muito numerosas, refratárias ou associadas a outras infecções oportunistas.
D) Correta (gabarito). Duas ou mais pneumonias no intervalo de um ano são um dos sinais clássicos de alerta para imunodeficiência primária ou erro inato da imunidade e justificam investigação conforme o contexto clínico.
E) Incorreta. Infecções urinárias recorrentes podem ocorrer por alterações anatômicas ou funcionais do trato urinário e, isoladamente, não constituem um dos sinais clássicos usados nesta triagem.