Tromboembolismo pulmonar

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Questão 38
UNIFESP · 2020

Mulher, 35 anos de idade, chega ao pronto-socorro com queixa de dispneia de início súbito há um dia, dor torácica ventilatório-dependente e hemoptise de pequeno volume. Antecedentes pessoais: asmática, tabagista, em uso de contraceptivo oral e fratura de membro inferior direito há 30 dias com imobilização por duas semanas. Exame físico: FC = 110 bpm, FR = 22 ipm, PA = 120 x 80 mmHg, SatO2 = 92% em ar ambiente; ritmo cardíaco regular em dois tempos, sem sopros; pulmões com murmúrio vesicular e discretos sibilos presentes bilateralmente; membros inferiores sem edema.

Quais são os exames para diagnóstico e estratificação de risco?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Dispneia súbita, dor pleurítica, hemoptise, taquicardia, uso de contraceptivo estrogênico e imobilização recente formam um quadro de alta suspeita para tromboembolismo pulmonar. Em paciente hemodinamicamente estável, a angiotomografia de artérias pulmonares é o principal exame de imagem confirmatório quando não há contraindicação e a probabilidade clínica justifica imagem direta.

A estratificação prognóstica não termina com o diagnóstico. Pelas diretrizes ESC/ERS de 2019, deve-se integrar estabilidade hemodinâmica, escore clínico como PESI ou sPESI, função do ventrículo direito por ecocardiograma ou tomografia e biomarcadores cardíacos. Troponina é o biomarcador mais incorporado à classificação de risco intermediário; BNP ou NT-proBNP também sinalizam estresse de ventrículo direito e têm valor prognóstico.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Radiografia e ECG são exames auxiliares, mas não confirmam TEP. D-dímero é mais útil para exclusão em probabilidade baixa ou intermediária, não como exame de estratificação de repercussão ventricular.

B) Correta (gabarito). A angiotomografia estabelece o diagnóstico, o ecocardiograma pesquisa sobrecarga ou disfunção do ventrículo direito e o BNP funciona como marcador de estresse ventricular. Entre as opções, é o conjunto que melhor contempla diagnóstico e prognóstico.

C) Incorreta. A angiotomografia é adequada, mas ECG e D-dímero não compõem a melhor dupla para estratificar risco após uma suspeita clínica elevada ou um diagnóstico de TEP.

D) Incorreta. Pico de fluxo e gasometria podem ser úteis em asma ou avaliação respiratória geral, mas não confirmam nem estratificam adequadamente um TEP.

E) Incorreta. Cintilografia V/Q é alternativa quando a angiotomografia é inadequada ou contraindicada, e troponina é excelente para prognóstico; porém a combinação não avalia diretamente a função do ventrículo direito como a alternativa B e não é a melhor escolha global entre as opções.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: D-dímero é ferramenta de exclusão em probabilidade baixa ou intermediária, não exame de gravidade do TEP.

  • Depois de confirmar TEP, procure repercussão no ventrículo direito e lesão ou estresse miocárdico.

  • Paciente normotenso pode ainda ter TEP de risco intermediário se houver disfunção de VD e biomarcadores positivos.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Tromboembolismo pulmonar” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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