Menino, 4 meses de idade, previamente hígido, apresenta estridor inspiratório de início recente e que piora quando mama ou chora. A mãe nega febre, prostração, adinamia, vômitos, náuseas ou diarreia.
Pegadinha central: estridor inspiratório e variável que piora com mamada, choro ou posição supina é laringomalácia até prova em contrário.
Estridor bifásico sugere mais obstrução glótica ou subglótica; estridor expiratório aponta mais para via aérea intratorácica.
Falha de crescimento, cianose, apneia ou hipoxemia mudam o caso de laringomalácia leve para doença potencialmente grave.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
A laringomalácia é a causa mais comum de estridor em lactentes. O problema decorre do colapso dinâmico das estruturas supraglóticas durante a inspiração, produzindo estridor tipicamente inspiratório. O ruído costuma piorar quando aumenta o fluxo de ar ou a pressão negativa inspiratória, como durante choro, agitação, mamada e posição supina.
A maioria dos casos é leve e autolimitada. A confirmação diagnóstica é feita por laringoscopia flexível quando necessária. Sinais de gravidade incluem apneia, cianose, retrações intensas, dificuldade alimentar importante, aspiração, hipoxemia ou falha de crescimento; nesses casos pode ser necessária avaliação cirúrgica, geralmente para supraglotoplastia.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Lactente com estridor inspiratório que piora ao mamar ou chorar, sem sinais infecciosos, apresenta o padrão mais característico de laringomalácia.
B) Incorreta. Paralisia bilateral de pregas vocais pode gerar estridor importante, mas costuma ser mais persistente e pode associar-se a alteração de choro, aspiração ou antecedente neurológico ou cirúrgico. Não é a causa mais provável com esse padrão dinâmico.
C) Incorreta. Estenose subglótica produz obstrução fixa, frequentemente com estridor bifásico e história de intubação prévia quando adquirida. A criança é previamente hígida e não há esse antecedente.
D) Incorreta. Laringocele é rara em lactentes e pode produzir massa cervical ou sintomas relacionados a aumento de pressão intralaríngea. Não corresponde ao quadro típico apresentado.
E) Incorreta. Fenda laríngea manifesta-se sobretudo por tosse, engasgos, aspiração e pneumonias relacionadas à alimentação, mais do que por estridor inspiratório isolado que piora com choro.