Mulher, 60 anos de idade, apresenta nódulo irregular de 8 mm na mama direita identificado na mamografia e na ultrassonografia. O resultado da biópsia revelou hiperplasia ductal atípica.
Pegadinha central: ADH na biópsia não é câncer, mas pode esconder câncer na área não amostrada. O problema é o risco de upgrade.
Massa ou nódulo irregular pesa a favor de excisão; vigilância é reservada a subgrupos muito bem selecionados e concordantes.
Quimioprevenção reduz risco futuro, mas não substitui a definição histológica da lesão presente.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Hiperplasia ductal atípica em biópsia percutânea é uma lesão mamária de alto risco e pode representar apenas a porção amostrada de uma lesão maior que contenha carcinoma ductal in situ ou carcinoma invasivo. Por isso, o passo seguinte depende da concordância entre imagem e patologia, do tipo de alvo, da extensão da atipia e da qualidade da amostragem.
Neste caso, trata-se de um nódulo irregular de 8 mm, isto é, uma lesão de imagem definida e suspeita que permaneceu representada apenas parcialmente pela biópsia. A conduta clássica e apropriada para a prova é excisão da área para avaliação histológica completa. Como a lesão é pequena e potencialmente não palpável, a localização pré-operatória pode ser feita com fio metálico ou marcador radioativo conforme técnica disponível.
A exérese resolve a dúvida diagnóstica do foco atual. Tamoxifeno ou inibidor de aromatase podem ter papel posterior na redução de risco em pacientes selecionadas, mas não substituem a avaliação completa da lesão suspeita.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Ressonância pode complementar avaliação em cenários específicos, mas não substitui amostragem histológica adequada de uma lesão com ADH e risco de subestimação.
B) Incorreta. Seguimento isolado pode ser considerado apenas em ADH cuidadosamente selecionada como baixo risco e com concordância radiológico-patológica. Um nódulo irregular é menos apropriado para simples observação na lógica desta questão.
C) Incorreta. Tamoxifeno pode reduzir risco futuro em pacientes selecionadas, mas não esclarece se há carcinoma oculto na lesão já identificada.
D) Correta (gabarito). A exérese localizada por fio ou radioisótopo permite retirar o alvo e examinar toda a área, reduzindo o risco de perder carcinoma ductal in situ ou invasivo subamostrado pela biópsia.
E) Incorreta. Anastrozol é estratégia de redução de risco em mulheres pós-menopáusicas selecionadas, não substituto da excisão diagnóstica do foco atual.