Mulher, 32 anos de idade apresenta US de tireoide com nódulo sólido no terço médio do lobo direito com diâmetro de 1,5 cm, hipoecogênico, bem delimitado, com macrocalcificações, fluxo periférico e presença de halo periférico completo.
Pegadinha central: tamanho decide quando puncionar; morfologia decide quão suspeito o nódulo parece.
Alta suspeição ultrassonográfica: hipoecogenicidade marcada, margens irregulares, microcalcificações e formato mais alto que largo.
Macrocalcificação isolada e vascularização periférica valem menos que os sinais clássicos de alta suspeição.
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Contexto
A ultrassonografia estima risco de malignidade pela combinação de composição, ecogenicidade, forma, margens e focos ecogênicos. A Diretriz Europeia de Tireoide de 2023 considera hipoecogenicidade marcada, margens irregulares, forma não paralela e microcalcificações características de alta suspeição. Hipoecogenicidade leve, isoladamente, costuma ocupar categoria intermediária, mas ainda eleva mais a suspeição do que os demais achados oferecidos na questão.
Por isso, entre as características listadas, a hipoecogenicidade é a melhor resposta. Se fossem descritos microcalcificações, margens irregulares, formato mais alto que largo ou extensão extratireoidiana, o risco subiria de forma mais expressiva.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Hipoecogenicidade é uma característica ultrassonográfica associada a maior risco de malignidade, principalmente quando é marcada e se combina a outros sinais suspeitos.
B) Incorreta. Diâmetro maior que 1 cm influencia a decisão de PAAF dentro de sistemas de estratificação, mas não constitui, sozinho, característica morfológica de malignidade.
C) Incorreta. Macrocalcificações podem aparecer em lesões benignas e malignas, mas são menos específicas do que microcalcificações puntiformes. Algumas configurações, como calcificação periférica interrompida com tecido extrusivo, merecem maior atenção, o que não foi descrito.
D) Incorreta. Fluxo periférico não diferencia de modo confiável nódulos benignos de malignos e deixou de ser um dos pilares dos sistemas modernos de risco.
E) Incorreta. Halo periférico fino e completo é um achado tradicionalmente associado a menor suspeição, embora nenhum sinal isolado seja absoluto.