Parturiente, 22 anos de idade, 40 semanas de gestação, encontra-se no período expulsivo do parto há 40 minutos. O feto encontra-se em OET, plano +2 de De Lee, batimento cardíaco fetal em 80 bpm há 2 minutos.
Pegadinha central: 2 minutos de FCF baixa exigem ação e monitorização, mas ainda não justificam automaticamente parto operatório.
Se a bradicardia persiste, o raciocínio muda rapidamente para abreviar o parto conforme estação, posição e experiência da equipe.
Occípito-transversa em plano baixo pode exigir rotação se parto instrumental se tornar necessário.
Não use oxigênio materno de rotina quando a gestante está normoxêmica.
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Contexto
Frequência cardíaca fetal de 80 bpm por 2 minutos representa um evento agudo que exige avaliação imediata, mas 2 minutos ainda não definem uma nova linha de base bradicárdica. Uma desaceleração sustentada deve motivar medidas para corrigir causas reversíveis e monitorização contínua, ao mesmo tempo em que a equipe se prepara para abreviar o parto se a alteração persistir.
As primeiras medidas incluem mudar a posição materna, preferencialmente para decúbito lateral, interromper ocitocina se estiver em uso, corrigir hipotensão e tratar taquissistolia quando presente. Oxigênio materno não deve ser administrado rotineiramente se a mãe estiver normoxêmica. A decisão por parto operatório depende da persistência da bradicardia, evolução do traçado e condições obstétricas.
A apresentação está em OET e plano +2 de De Lee. Se a bradicardia persistisse, seria necessário avaliar rapidamente a possibilidade de parto vaginal operatório, inclusive rotação por operador experiente, versus cesárea. Mas aos 2 minutos, a questão cobra a primeira resposta: reanimação intrauterina e vigilância contínua.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Decúbito lateral esquerdo pode melhorar retorno venoso e perfusão uteroplacentária, enquanto cardiotocografia contínua permite verificar se a frequência recupera ou se o evento se prolonga e exige resolução imediata.
B) Incorreta. Cesárea imediata não é a primeira conduta para um episódio com apenas 2 minutos sem tentativa de correção de causas reversíveis. Se a bradicardia persistir, a necessidade de parto urgente deve ser reavaliada rapidamente.
C) Incorreta. Vácuo-extração pode abreviar o período expulsivo em apresentação cefálica baixa e posição apropriada, mas não deve ser indicada automaticamente antes de confirmar persistência do comprometimento fetal e adequação técnica.
D) Incorreta. O fórceps de Simpson-Braun é apropriado principalmente quando não há necessidade relevante de rotação. O feto está em occípito-transversa, e a primeira medida ainda é estabilização e reavaliação.
E) Incorreta. Kielland é fórceps rotacional e poderia entrar na discussão se fosse necessário parto vaginal operatório com rotação e houvesse operador experiente. A bradicardia de 2 minutos, isoladamente, não indica aplicá-lo de imediato.