Criança, 2 anos de idade, é internada com diagnóstico de pneumonia. Após 72 horas de uso de penicilina cristalina endovenosa, a criança mantém febre e dispneia.
Pegadinha central: pneumonia que não melhora em 48 a 72 horas não pede troca cega de antibiótico. Primeiro, reavalie e procure complicação.
Radiografia de controle não é rotina para quem evolui bem; é indicada quando há persistência ou piora clínica.
Derrame parapneumônico e empiema são complicações clássicas a pesquisar nesse cenário.
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Contexto
Na pneumonia adquirida na comunidade, a criança deve apresentar melhora clínica progressiva após o início de antibiótico adequado. Persistência de febre e dispneia após 48 a 72 horas obriga a reavaliar diagnóstico, gravidade, adesão, agente etiológico e principalmente complicações, como derrame parapneumônico, empiema, necrose ou abscesso pulmonar.
As diretrizes pediátricas da PIDS/IDSA recomendam repetir a radiografia de tórax em crianças que não demonstram melhora clínica ou que apresentam progressão dos sintomas dentro de 48 a 72 horas após início do tratamento. Radiografia não deve ser repetida rotineiramente em quem melhora bem; ela ganha indicação justamente quando a evolução foge do esperado.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Broncoscopia não é o primeiro passo em uma pneumonia que simplesmente não melhorou em 72 horas. Ela é reservada para situações selecionadas, como suspeita de corpo estranho, obstrução, anomalia de via aérea ou necessidade específica de amostragem.
B) Correta (gabarito). A nova radiografia é o exame inicial apropriado para procurar progressão ou complicações estruturais, especialmente derrame pleural e doença necrosante, diante da persistência de febre e dispneia após 72 horas.
C) Incorreta. Tomografia fornece mais detalhes, mas não é o primeiro exame de reavaliação na maioria das crianças. Fica para dúvida diagnóstica, complicação complexa ou achado não esclarecido por radiografia e ultrassonografia.
D) Incorreta. Intensificar fisioterapia não resolve a causa de falha clínica e pode atrasar o reconhecimento de uma complicação infecciosa.
E) Incorreta. Trocar antibiótico de forma empírica, sem reavaliar o quadro e procurar complicações, pode errar o mecanismo da falha terapêutica. O problema pode ser derrame, empiema, abscesso ou outra condição que exija abordagem além da mudança antimicrobiana.