Mulher, 35 anos de idade, apresenta sinusorragia. Exame especular: lesão vegetante, friável e sangrante no colo do útero com 3,5 cm de diâmetro. Toque retal: paramétrios livres. Biópsia: carcinoma espinocelular do colo do útero G2.
Pegadinha central: FIGO IB2 é 2 a menos de 4 cm; IB3 começa em 4 cm.
Paramétrio livre mantém a doença fora do estádio IIB.
Em IB2 operável, cirurgia radical com estadiamento linfonodal é opção aceita; quimiorradioterapia também pode ser escolhida conforme risco e contexto.
Decore os cortes de tamanho: IB1 menor que 2 cm, IB2 de 2 a menos de 4 cm, IB3 4 cm ou mais.
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Contexto
O carcinoma do colo uterino está clinicamente limitado ao colo, pois os paramétrios estão livres. O tamanho é 3,5 cm. Pela classificação FIGO 2018, ainda utilizada para estadiamento anatômico, o estádio IB é subdividido pelo maior diâmetro tumoral.
Portanto, uma lesão de 3,5 cm é IB2. Em paciente operável, sem doença parametrial e com possibilidade de tratamento cirúrgico, histerectomia radical com avaliação linfonodal é uma estratégia aceita. O procedimento clássico de Wertheim-Meigs corresponde à histerectomia radical com ressecção parametrial, associada atualmente ao estadiamento linfonodal apropriado.
Nas recomendações contemporâneas, a escolha entre cirurgia radical e quimiorradioterapia para doença IB2 depende de avaliação linfonodal, fatores tumorais, risco de necessidade de terapia adjuvante, experiência do centro e preferências da paciente. A banca, porém, apresenta um cenário operável e fixa a cirurgia radical como melhor resposta.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O tratamento cirúrgico poderia ser pertinente, mas o estadiamento está errado. Tumor de 3,5 cm não é IB1.
B) Incorreta. O estádio IB2 está correto. A quimiorradioterapia é opção definitiva em diferentes cenários, mas o gabarito seleciona cirurgia radical para esta paciente jovem, com tumor localizado e paramétrios livres.
C) Correta (gabarito). Lesão de 3,5 cm limitada ao colo é FIGO IB2, e a histerectomia radical de Wertheim-Meigs com avaliação linfonodal é uma opção terapêutica adequada no cenário operável apresentado.
D) Incorreta. IB3 exige tumor de 4 cm ou mais. A lesão mede 3,5 cm.
E) Incorreta. O tratamento cirúrgico pode ser cogitado em doença localizada, mas o estadiamento IB3 está errado porque o tumor é menor que 4 cm.