Malformações fetais e diagnóstico pré-natal

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Questão 13
UNIFESP · 2020

Gestante de 24 semanas vem para consulta de rotina pré-natal. A ultrassonografia morfológica evidenciou feto feminino, único, artéria umbilical única e polidrâmnio, sem visibilização de bolha gástrica.

O diagnóstico é:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O feto deglute líquido amniótico, que atravessa o esôfago e chega ao estômago. Quando existe interrupção completa do esôfago sem comunicação distal com a traqueia, o líquido deglutido não alcança o estômago. O resultado pré-natal clássico é polidrâmnio associado a estômago muito pequeno ou bolha gástrica não visualizada.

Na atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica distal, forma pós-natal mais comum, existe uma comunicação entre traqueia e segmento esofágico distal. Essa comunicação pode permitir conteúdo no estômago, de modo que a bolha gástrica costuma ser mais facilmente identificada do que na atresia pura. O ultrassom pré-natal não tem sensibilidade perfeita, portanto a ausência de bolha gástrica não é isoladamente diagnóstica, mas a combinação com polidrâmnio é altamente sugestiva.

Artéria umbilical única aumenta a atenção para malformações associadas, mas não define o subtipo de atresia esofágica. Após o nascimento, suspeita clínica inclui sialorreia, tosse, cianose e dificuldade de progressão de sonda orogástrica.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). Atresia de esôfago sem fístula é a forma que melhor explica polidrâmnio com ausência persistente de bolha gástrica, porque não há via para o líquido deglutido alcançar o estômago.

B) Incorreta. Atresia duodenal mantém comunicação entre esôfago e estômago e costuma produzir o sinal de dupla bolha, correspondente a estômago e duodeno proximal dilatados.

C) Incorreta. Coristoma é tecido histologicamente normal em localização ectópica e não explica o padrão ultrassonográfico de obstrução digestiva alta.

D) Incorreta. Fístula em H preserva a continuidade do esôfago, portanto o feto consegue deglutir para o estômago e a bolha gástrica não deve desaparecer por esse mecanismo.

E) Incorreta. A fístula distal fornece uma via de comunicação para o segmento esofágico inferior, de modo que o estômago pode conter líquido e ser visualizado. A ausência de bolha gástrica favorece a forma sem fístula.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: polidrâmnio mais bolha gástrica ausente aponta para atresia esofágica sem fístula distal.

  • Duodeno atrésico lembra dupla bolha, não ausência de estômago.

  • Fístula em H mantém o esôfago pérvio; atresia pura interrompe o trânsito deglutido.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Malformações fetais e diagnóstico pré-natal” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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