Pegadinha central: no Brasil, HIV materno continua contraindicação ao aleitamento mesmo com carga viral indetectável.
HBV não contraindica leite materno; prevenção neonatal adequada é a chave.
Herpes só interfere diretamente na mama acometida quando há lesão que possa entrar em contato com o bebê.
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Contexto
No Brasil, o Ministério da Saúde mantém a orientação de que pessoas vivendo com HIV não devem amamentar, mesmo quando usam terapia antirretroviral regularmente e apresentam carga viral indetectável. O PCDT para manejo de crianças expostas ao HIV, com atualização de 2024 e publicação ministerial em 2025, segue essa política, e o SUS fornece fórmula infantil para os recém-nascidos expostos.
Essa recomendação brasileira deve ser distinguida de políticas de alguns países que adotam decisão compartilhada em situações muito selecionadas. Para a prova brasileira, carga viral indetectável elimina o risco de transmissão sexual quando mantida, mas não muda a contraindicação nacional ao aleitamento.
Na hepatite B, o aleitamento é permitido quando se realiza profilaxia neonatal adequada. Em gestantes com HBV DNA elevado, geralmente acima de 200.000 UI/mL, pode ser indicado tenofovir no final da gestação para reduzir transmissão vertical, além de vacina contra hepatite B e imunoglobulina específica ao recém-nascido conforme protocolo. Herpes zoster em região distante da mama e covid-19 sem gravidade também não constituem contraindicações absolutas à amamentação.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, HIV materno contraindica aleitamento mesmo com terapia antirretroviral regular e carga viral indetectável.
B) Incorreta. Hepatite B não contraindica amamentação. Carga viral elevada exige estratégia de prevenção da transmissão vertical, mas o recém-nascido adequadamente imunoprofilaxado pode receber leite materno.
C) Incorreta. Herpes zoster no dorso não impede amamentação se não houver lesões na mama e se as lesões forem cobertas, com higiene cuidadosa e prevenção do contato direto do recém-nascido com as vesículas.
D) Incorreta. Covid-19 assintomática não contraindica amamentação. Mantêm-se higiene das mãos e medidas para reduzir transmissão respiratória conforme o contexto clínico e epidemiológico.