Homem, 54 anos de idade, IMC = 31 kg/m2, assintomático, foi diagnosticado recentemente com diabetes mellitus em exame de rotina, confirmado em nova dosagem de glicemia.
Pegadinha central: DM2 = fundo de olho desde o diagnóstico; DM1 adulto = iniciar em cerca de 5 anos.
Rastreio de retinopatia não depende de proteinúria nem de HbA1c ultrapassar 7%.
ADA 2026 permite espaçar para 1 a 2 anos em pacientes selecionados após exames normais e bom controle.
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Contexto
No diabetes mellitus tipo 2, a hiperglicemia pode existir por anos antes do diagnóstico clínico. Por isso, complicações microvasculares já podem estar presentes quando o diabetes é identificado. Os Standards of Care in Diabetes 2026 da American Diabetes Association recomendam exame oftalmológico inicial dilatado e completo no momento do diagnóstico do diabetes tipo 2.
Se não houver retinopatia em um ou mais exames e o controle glicêmico estiver adequado, o intervalo posterior pode ser ampliado para 1 a 2 anos em situações selecionadas. Se houver retinopatia, o seguimento deve ser pelo menos anual ou mais frequente conforme gravidade e progressão. Essa lógica é diferente do diabetes tipo 1, no qual a avaliação inicial em adultos começa cerca de cinco anos após o início da doença.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A regra dos cinco anos se aplica ao rastreamento inicial de adultos com diabetes tipo 1, não ao tipo 2 recém-diagnosticado.
B) Incorreta. Proteinúria não é pré-requisito para fundo de olho. Nefropatia e retinopatia compartilham fatores de risco, mas cada complicação deve ser rastreada conforme seu próprio calendário.
C) Correta (gabarito). No diabetes tipo 2, o exame oftalmológico inicial deve ser realizado já no diagnóstico, porque o início real da hiperglicemia frequentemente precede em anos a identificação da doença.
D) Incorreta. HbA1c acima de 7% aumenta risco de retinopatia e progressão, mas o rastreamento não espera esse limiar. Mesmo paciente com HbA1c abaixo de 7% deve ser avaliado no diagnóstico.