Infecções na gestação

Acesso diretoComentada pelo MedBoard
Questão 18
UNIFESP · 2021

Mulher, 3G 1P normal anterior, 36 anos de idade, HBsAg positivo no início do pré-natal, HBeAg positivo, carga viral não disponível.

Sobre a profilaxia da transmissão vertical, além da vacina e imunoglobulina para o recém-nascido, indica-se:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A gestante tem infecção pelo vírus da hepatite B com HBsAg e HBeAg reagentes. HBeAg positivo é marcador de maior replicação e pode ser utilizado como substituto da carga viral quando o HBV-DNA não está disponível. O PCDT de Hepatite B do Ministério da Saúde, com anexo atualizado em 2024, recomenda tenofovir desoproxila 300 mg/dia para gestantes HBeAg reagentes e/ou com HBV-DNA ≥ 200.000 UI/mL.

Há uma atualização temporal importante em relação à redação da alternativa: o PCDT brasileiro atual recomenda iniciar a profilaxia idealmente entre 24 e 28 semanas, preferencialmente na 24ª semana, e mantê-la durante o terceiro trimestre até o parto, com decisão individualizada sobre suspensão no puerpério. Portanto, embora a alternativa fale genericamente em terceiro trimestre, ela contém o conjunto conceitualmente correto entre as opções.

A via de parto é determinada por indicação obstétrica, pois cesariana não reduz de forma comprovada a transmissão vertical além das medidas específicas. O aleitamento é permitido, inclusive durante uso de tenofovir, desde que não haja lesões mamárias com sangramento nem coinfecção por HIV. O recém-nascido deve receber vacina contra hepatite B e imunoglobulina específica preferencialmente nas primeiras 12 a 24 horas.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). Tenofovir é o antiviral indicado para reduzir transmissão vertical em gestante de alto risco, o parto segue indicação obstétrica e a amamentação é permitida com imunoprofilaxia neonatal adequada. Pela recomendação brasileira atual, o TDF deve ser iniciado já entre 24 e 28 semanas, e não apenas após o começo estrito do terceiro trimestre.

B) Incorreta. Interferon não é a estratégia de profilaxia da transmissão vertical utilizada durante a gestação. O fármaco recomendado é o tenofovir desoproxila.

C) Incorreta. A primeira parte é compatível com a estratégia antiviral, mas hepatite B materna não contraindica aleitamento quando o recém-nascido recebe imunoprofilaxia adequada e não há lesão mamária relevante ou coinfecção por HIV.

D) Incorreta. Reúne três erros: interferon não é o antiviral profilático indicado, cesariana não é obrigatória apenas por hepatite B e amamentação não é contraindicada nas condições descritas.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: HBeAg positivo pode substituir HBV-DNA indisponível para identificar alto risco e indicar TDF.

  • PCDT atual: TDF 300 mg/dia idealmente entre 24 e 28 semanas, mantendo durante o terceiro trimestre.

  • HBV não indica cesariana por si só e não contraindica amamentação com profilaxia neonatal adequada.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Infecções na gestação” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →