Na prática clínica pediátrica para a comunicação de más notícias, o Protocolo SPIKES de Bayle e Buckman (2000) tem sido utilizado.
Pegadinha central: SPIKES não significa despejar informação; primeiro descubra o que a família sabe e quer saber.
Silêncio pode ser parte ativa de uma boa comunicação.
Mesmo quando não há mais tratamento curativo, ainda há plano de cuidado, conforto e suporte familiar.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
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Contexto
O protocolo SPIKES, descrito por Baile e colaboradores em 2000, organiza a comunicação de más notícias em seis etapas: Setting, Perception, Invitation, Knowledge, Emotions/Empathy e Strategy/Summary. Ele não é um roteiro rígido, mas uma estrutura para adequar informação às necessidades do paciente e da família.
Perguntas abertas são particularmente úteis nas etapas de percepção e convite, porque revelam expectativas, dúvidas e preferência por detalhes. Silêncio pode ser terapêutico, permitindo que a pessoa processe a notícia. Mesmo diante de morte, o sexto passo permanece relevante, pois ainda existem decisões, suporte ao luto, cuidado da família e orientações práticas a serem organizadas.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Perguntas abertas ajudam a descobrir o que a família já sabe e quanto deseja saber, correspondendo às etapas Perception e Invitation.
B) Incorreta. Silêncio não deve ser preenchido automaticamente. Uma pausa após informação difícil pode demonstrar respeito e dar espaço para elaboração emocional.
C) Incorreta. A morte não elimina a necessidade de Strategy/Summary. É preciso resumir o ocorrido, esclarecer próximos passos, oferecer suporte ao luto e responder às necessidades da família.
D) Incorreta. Incerteza deve ser comunicada de maneira honesta, deixando claro o que se sabe, o que não se sabe e como a equipe pretende reduzir essa incerteza. Ocultá-la prejudica confiança e decisão compartilhada.