O índice de choque é um instrumento importante para avaliar a intensidade da hemorragia pós-parto.
Pegadinha central: índice de choque = FC/PAS, nessa ordem.
Na obstetrícia, valor ≥ 0,9 já merece atenção; quanto maior o índice, maior a preocupação com comprometimento hemodinâmico.
Não espere hipotensão franca para reconhecer choque hemorrágico, pois a compensação fisiológica pode mascarar a gravidade inicialmente.
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Contexto
O índice de choque é uma medida simples de instabilidade circulatória calculada por frequência cardíaca dividida pela pressão arterial sistólica. Na hemorragia pós-parto, ele é útil porque a taquicardia pode surgir antes de uma queda evidente da pressão, sinalizando hipovolemia quando sinais vitais isolados ainda parecem pouco alterados.
A recomendação FIGO de 2025 sobre mensuração objetiva da perda sanguínea considera aproximadamente 0,7 a 0,9 a faixa obstétrica habitual e destaca índice de choque ≥ 0,9 como sinal de alerta para instabilidade; valores acima de 1 se associam a maior probabilidade de necessidade transfusional. O índice não substitui avaliação clínica, quantificação da perda sanguínea, perfusão periférica e investigação da causa da hemorragia.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A pressão arterial diastólica não compõe o denominador do índice de choque clássico.
B) Incorreta. A razão entre pressão sistólica e pressão arterial média não corresponde ao índice de choque.
C) Correta (gabarito). O cálculo é FC/PAS. Assim, por exemplo, FC de 120 bpm e PAS de 100 mmHg resultam em índice de choque de 1,2, valor preocupante no contexto obstétrico.
D) Incorreta. Pressão diastólica dividida pela pressão arterial média não representa o índice de choque e não é a fórmula utilizada para estratificar hipovolemia na hemorragia pós-parto.