Gestante de 26 semanas apresenta episódio não primário de herpes genital observado em consulta de pré-natal.
Pegadinha central: herpes genital recorrente na gestação recebe supressão a partir de 36 semanas.
Lesão ativa ou pródromo no trabalho de parto = indicar cesariana.
Primo-infecção próxima ao parto tem risco neonatal muito maior que recorrência.
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Contexto
Herpes genital recorrente durante a gestação tem risco de transmissão neonatal muito menor que uma primo-infecção adquirida próximo ao parto, porque a mãe já possui anticorpos específicos. Mesmo assim, recorrências e eliminação viral no termo podem levar à indicação de cesariana. Por isso, a recomendação do CDC STI Treatment Guidelines 2021 é terapia antiviral supressiva a partir de 36 semanas em gestantes com herpes genital recorrente.
O episódio atual, às 26 semanas, deve ser tratado. Para supressão no final da gestação, os esquemas recomendados incluem aciclovir 400 mg por via oral três vezes ao dia ou valaciclovir 500 mg duas vezes ao dia, iniciados em 36 semanas. No momento do parto, presença de lesões genitais ativas ou pródromos orienta cesariana para reduzir transmissão neonatal.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A profilaxia supressiva de rotina para herpes genital recorrente não é iniciada em 28 semanas nas recomendações padrão.
B) Correta (gabarito). Após tratar a recorrência atual, deve-se programar terapia supressiva a partir de 36 semanas para reduzir recorrência clínica e eliminação viral no momento do parto.
C) Incorreta. Não é necessário esperar um segundo episódio durante a mesma gestação. História de herpes genital recorrente já sustenta a supressão no termo.
D) Incorreta. Tratar apenas o episódio atual ignora a estratégia supressiva do final da gestação, que reduz a chance de lesões ativas no parto e, consequentemente, a necessidade de cesariana por herpes.