Homem, 71 anos de idade, é admitido com dor abdominal em mesogástrio, contínua, com irradiação lombar há 7 horas. Nega trauma ou queda. Trouxe uma angiotomografia prévia que confirmou aneurisma de aorta abdominal infra-renal. Exame físico: corado, consciente, eupneico, PA = 160/90 mmHg, FC = 92 bpm, com dor à palpação da aorta abdominal. Pulsos presentes e normais em membros inferiores.
Pegadinha central: AAA doloroso é sintomático e não deve permanecer apenas em vigilância.
ESVS 2024: pode haver rápida otimização, seguida de reparo urgente sob condições adequadas.
EVAR depende de anatomia favorável; cirurgia aberta continua opção quando endovascular não é viável.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Aneurisma de aorta abdominal conhecido que passa a provocar dor abdominal ou lombar atribuível ao próprio aneurisma é classificado como AAA sintomático e apresenta risco aumentado de ruptura. Não é necessário haver choque ou extravasamento documentado para indicar tratamento. A Diretriz da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular e a ESVS 2024 recomendam reparo para aneurisma sintomático.
A ESVS 2024 admite um breve período de avaliação rápida e otimização para AAA sintomático não roto, seguido de reparo urgente em condições adequadas. A técnica depende da anatomia, risco operatório e experiência do centro. Se há anatomia favorável para endoprótese, o reparo endovascular é uma opção adequada e menos invasiva. A dor nova não deve ser manejada como simples aneurisma assintomático em acompanhamento eletivo.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O aneurisma tornou-se sintomático e necessita correção urgente. Havendo colo, acessos e demais características anatômicas adequadas, EVAR é uma estratégia apropriada.
B) Incorreta. Controle pressórico faz parte do cuidado, mas não transforma um aneurisma sintomático em caso eletivo. Adiar para preparo prolongado mantém o paciente exposto a ruptura.
C) Incorreta. Não há dados de ruptura ou hematoma retroperitoneal tamponado no enunciado. Além disso, mesmo em ruptura, técnica aberta não é obrigatória se a anatomia permitir reparo endovascular e houver estrutura disponível.
D) Incorreta. O paciente já possui angiotomografia que confirmou o aneurisma, e a nova dor atribuível à aorta é indicação de avaliação para reparo urgente. Repetir imagem só seria necessário se a anatomia ou a condição atual não estivessem adequadamente definidas.