Menino, 8 meses de idade, eutrófico, em aleitamento materno com boa aceitação, apresenta há 2 dias evacuações líquidas 6 vezes ao dia, sem sangue, muco ou pus. Exame físico: irritado, com olhos fundos, mucosas secas e choro sem lágrimas.
Pegadinha central: desidratação sem choque = Plano B com SRO, não soro venoso.
Ministério da Saúde: 50 a 100 mL/kg, média de 75 mL/kg, em 4 a 6 horas, com reavaliação contínua.
Aleitamento materno continua durante a diarreia e durante a reidratação.
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Contexto
Irritabilidade, olhos fundos, mucosas secas e ausência de lágrimas, sem choque, letargia profunda ou incapacidade de beber, caracterizam desidratação sem gravidade. O Ministério da Saúde orienta Plano B: reidratação oral supervisionada no serviço de saúde, com pequenas ofertas repetidas de solução de reidratação oral até desaparecerem os sinais de desidratação.
O cartaz brasileiro de manejo da diarreia orienta inicialmente 50 a 100 mL/kg, média de 75 mL/kg, em 4 a 6 horas; a OMS utiliza aproximadamente 75 mL/kg nas primeiras 4 horas. Portanto, o valor de 60 mL/kg escrito nas alternativas não é o número de referência atual, mas D continua sendo a melhor resposta porque acerta os dois elementos decisivos: via oral e manutenção do aleitamento materno. O leite materno deve continuar durante a reidratação e não há indicação rotineira de dieta sem lactose na diarreia aguda não complicada.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Hidratação parenteral é reservada para desidratação grave, choque, incapacidade de ingerir SRO ou falha do tratamento oral. Além disso, suspender lactose não é necessário de rotina.
B) Incorreta. Manter o aleitamento está correto, mas a via intravenosa é excessiva para uma criança que não apresenta sinais de desidratação grave e pode receber SRO.
C) Incorreta. A via oral está correta, porém substituir alimentação por dieta sem lactose é desnecessário na maioria dos episódios agudos e interromperia uma fonte importante de nutrição.
D) Correta (gabarito). A criança deve receber SRO supervisionada no serviço, ser reavaliada e continuar mamando. A quantidade atual de referência é cerca de 75 mL/kg, ou 50 a 100 mL/kg conforme sede e resposta, e não exatamente 60 mL/kg.