Homem, 30 anos de idade, com lesão raquimedular sacral, evoluiu com quadro de bexiga acontrátil.
Pegadinha central: bexiga neurogênica que não contrai = esvaziar, preferencialmente com cateterismo intermitente.
Cateter permanente é recurso de exceção para longo prazo quando estratégias mais seguras não são factíveis.
O objetivo não é apenas ficar sem resíduo, mas manter bexiga de baixa pressão e proteger os rins.
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Contexto
Lesão sacral pode interromper a via parassimpática responsável pela contração do detrusor, produzindo bexiga acontrátil com retenção urinária e resíduo elevado. O objetivo do manejo é garantir esvaziamento regular em baixa pressão, proteger o trato urinário superior, reduzir infecções e preservar autonomia.
A diretriz AUA/SUFU para disfunção neurogênica do trato urinário inferior recomenda cateterismo intermitente em preferência aos cateteres de demora quando o paciente ou cuidador consegue realizá-lo. Cateteres permanentes aumentam exposição contínua a biofilme, infecção urinária, cálculos, trauma uretral e outras complicações de longo prazo.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Cateterismo intermitente permite esvaziamento periódico da bexiga acontrátil sem manter corpo estranho contínuo na uretra e é a técnica preferencial quando factível.
B) Incorreta. Cistostomia suprapúbica pode ser necessária quando cateterismo intermitente não é possível ou quando se precisa de drenagem permanente, mas não é a primeira escolha no paciente que pode ser manejado de forma intermitente.
C) Incorreta. Sonda uretral de demora facilita drenagem contínua, porém aumenta complicações infecciosas, uretrais e litiásicas no uso crônico.
D) Incorreta. Uretrostomia é procedimento cirúrgico de derivação e não é necessária no manejo rotineiro de uma bexiga acontrátil em que o cateterismo é possível.