Um exame com 90% de sensibilidade e 80% de especificidade para o diagnóstico de uma doença, quando aplicado em um grupo de 1.000 pessoas, mostrou-se positivo em 340 examinados.
Pegadinha central: percentual de testes positivos não é necessariamente prevalência verdadeira quando sensibilidade e especificidade são imperfeitas.
Fórmula rápida: prevalência verdadeira = (prevalência aparente + especificidade − 1)/(sensibilidade + especificidade − 1).
Especificidade de apenas 80% gera muitos falsos positivos quando grande parte da população não tem a doença.
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Contexto
Dos 1.000 examinados, 340 tiveram teste positivo, portanto a prevalência aparente foi de 34%. Como o teste tem sensibilidade de 90% e especificidade de 80%, parte dos doentes será falso negativa e parte dos não doentes será falso positiva. Para recuperar a prevalência verdadeira, usa-se a relação:
Outra forma equivalente é a correção de Rogan-Gladen: P = (PA + Sp − 1)/(Se + Sp − 1). Substituindo: (0,34 + 0,80 − 1)/(0,90 + 0,80 − 1) = 0,14/0,70 = 0,20.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. 34% é a proporção de resultados positivos observados, isto é, prevalência aparente. Ela não corrige os falsos positivos e falsos negativos.
B) Incorreta. 23,8% não resulta da equação que relaciona sensibilidade, especificidade e proporção observada de positivos.
C) Incorreta. 30,6% não corresponde à prevalência verdadeira após a correção pelo desempenho do teste.
D) Correta (gabarito). A resolução algébrica fornece prevalência verdadeira de 0,20, ou 20%.