Pegadinha central: pré-eclâmpsia precisa de hipertensão, mas não precisa obrigatoriamente de proteinúria.
Edema não fecha diagnóstico.
Na ausência de proteinúria, procure disfunção materna de órgão alvo ou uteroplacentária.
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Contexto
Pela classificação da International Society for the Study of Hypertension in Pregnancy, ISSHP 2021, pré-eclâmpsia é hipertensão gestacional de início após 20 semanas associada a um ou mais sinais de comprometimento materno ou uteroplacentário. Proteinúria é frequente, mas não é obrigatória.
Edema deixou de ser critério diagnóstico porque é comum mesmo em gestações normais. Plaquetopenia é uma manifestação hematológica relevante e pode indicar doença grave, mas sua ausência não exclui pré-eclâmpsia.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A ISSHP admite diagnóstico de pré-eclâmpsia sem proteinúria quando a hipertensão nova após 20 semanas está associada a disfunção materna de órgão alvo ou disfunção uteroplacentária.
B) Incorreta. Edema não é obrigatório e não é suficientemente específico para integrar o núcleo diagnóstico, pois ocorre em muitas gestações normais.
C) Incorreta. Hipertensão é elemento central da definição de pré-eclâmpsia. Sem hipertensão, outras alterações devem ser interpretadas em diagnósticos diferentes ou síndromes específicas.
D) Incorreta. Plaquetopenia é uma possível manifestação hematológica, inclusive em HELLP, mas não precisa estar presente para o diagnóstico.