Pegadinha central: DIU com levonorgestrel age principalmente no útero e no muco cervical, não precisa bloquear a ovulação para funcionar.
Métodos combinados sistêmicos, como anel e injetável mensal, suprimem ovulação de modo muito mais consistente.
Adolescência não é contraindicação ao DIU; métodos de longa duração estão entre as opções mais eficazes nessa faixa etária.
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Contexto
O dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel exerce seu efeito contraceptivo principalmente por mecanismos locais: espessamento do muco cervical, supressão endometrial e alteração do ambiente uterino. A inibição da ovulação não é necessária para sua eficácia e muitas usuárias continuam ovulando, sobretudo após os primeiros meses de uso.
Isso contrasta com métodos hormonais sistêmicos que têm a supressão do eixo hipotálamo hipófise ovário como mecanismo importante. O CDC U.S. Medical Eligibility Criteria 2024 considera os DIUs métodos apropriados para adolescentes em geral, respeitadas contraindicações individuais e aconselhamento sobre infecções sexualmente transmissíveis. O fato de a paciente ter 17 anos não impede o uso do DIU.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O implante de etonogestrel produz níveis sistêmicos de progestagênio e inibe a ovulação de forma importante durante grande parte de seu período de uso.
B) Incorreta. O anel vaginal combinado libera estrogênio e progestagênio sistemicamente e previne gravidez principalmente por supressão gonadotrófica e inibição da ovulação.
C) Incorreta. O injetável mensal combinado também atua sistemicamente e tem a inibição da ovulação como mecanismo central.
D) Correta (gabarito). O DIU hormonal mantém elevada eficácia contraceptiva sem depender de bloqueio ovulatório constante, permitindo que a ovulação persista em muitos ciclos.