Menino, 7 anos de idade, apresenta episódios recorrentes de tosse seca, chiado e falta de ar nos últimos 3 meses, com uso frequente de broncodilatador. Refere, ainda, falta de ar e chiado no peito ao correr ou subir escadas. Nega crises graves ou internação.
Pegadinha central: criança com asma persistente não deve depender apenas de broncodilatador; precisa de tratamento contendo corticoide inalatório.
Comece com a menor intensidade capaz de controlar sintomas e prevenir exacerbações; dose alta não é tratamento inicial de rotina.
Atualização GINA 2026: em 6 a 11 anos, o reliever preferido também contém corticoide, em vez de SABA isolado.
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Contexto
O menino tem asma com sintomas recorrentes há meses e limitação ao exercício, portanto não deve permanecer em tratamento baseado apenas em broncodilatador de resgate. O princípio central do tratamento atual é que toda criança com asma receba corticoide inalatório, porque o componente inflamatório persiste mesmo entre as crises e o uso isolado de broncodilatador de curta ação se associa a maior risco de exacerbação.
O gabarito reflete o esquema tradicional cobrado pelo GINA 2020: em criança de 6 a 11 anos com doença persistente sem critérios de gravidade, utiliza-se corticoide inalatório em baixa dose diariamente e broncodilatador de curta ação como alívio. Há atualização importante: o GINA 2026 passou a preferir, também para crianças de 6 a 11 anos, um alívio anti-inflamatório, AIR, com ICS-formoterol em baixa dose ou ICS administrado junto ao SABA, em vez de SABA isolado como estratégia preferencial. Ainda assim, entre as alternativas fornecidas, D é a única que oferece controlador adequado em baixa dose sem escalada excessiva.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Corticoide inalatório em dose alta é escalada excessiva para uma criança sem exacerbações graves ou internações. Além disso, LABA não deve ser usado isoladamente como medicação de resgate.
B) Incorreta. A associação diária de dose alta de corticoide com LABA representa tratamento de degrau muito superior ao necessário para o quadro descrito. O uso do LABA também precisa respeitar esquemas específicos associados ao corticoide, e não ser simplesmente repetido nas crises de qualquer forma.
C) Incorreta. Antileucotrieno é opção alternativa em situações selecionadas, mas é menos eficaz que corticoide inalatório para prevenção de exacerbações. LABA isolado não é medicação de alívio adequada.
D) Correta (gabarito). No esquema cobrado pela prova, corticoide inalatório diário em baixa dose trata a inflamação crônica e o broncodilatador de curta ação é utilizado para alívio dos sintomas. A estratégia atual do GINA 2026 prefere associar anti-inflamatório também ao alívio sempre que possível.