Mulher, 60 anos de idade, internada na UTI, foi traqueostomizada há 12 horas. Durante o banho da paciente, ocorre perda da cânula de traqueostomia.
Pegadinha central: traqueostomia muito recente não tem trajeto maduro; não recoloque a cânula às cegas.
Primeiro garanta oxigenação e via aérea pela rota mais segura, geralmente orotraqueal.
Decanulação tardia e estoma maduro são situações diferentes e podem permitir recanulação direta por profissional experiente.
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Contexto
A traqueostomia foi realizada há apenas 12 horas, portanto o trajeto entre pele e traqueia ainda não está maturado. Em uma decanulação acidental tão precoce, tentar introduzir novamente a cânula às cegas pode criar falso trajeto pré-traqueal, produzir enfisema subcutâneo, impedir ventilação e transformar uma situação controlável em perda completa da via aérea.
Quando a via aérea superior é patente, a estratégia mais segura é restabelecer oxigenação e ventilação pela boca com intubação orotraqueal, enquanto a equipe experiente reavalia o estoma. Em traqueostomias maduras, frequentemente após vários dias, a recanulação pelo trajeto pode ser mais segura, mas ainda deve ser realizada conforme protocolo e experiência local.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Com apenas 12 horas de traqueostomia, a via aérea deve ser assegurada por intubação orotraqueal se a anatomia permitir, evitando manipulação cega do estoma imaturo.
B) Incorreta. Recolocar a cânula às cegas em estoma recém-criado pode desviar o tubo para tecidos pré-traqueais e provocar falsa segurança sem ventilação efetiva.
C) Incorreta. Ventilação não invasiva não é estratégia confiável para uma paciente de UTI que perdeu uma via aérea artificial recentemente estabelecida e pode necessitar de ventilação invasiva.
D) Incorreta. Cricotireoidostomia é procedimento de resgate em situação de não intuba e não oxigena. Não é a primeira escolha quando a intubação orotraqueal é viável.