Diante de um paciente ambulatorial com doença crônica, evolutiva e progressiva, com prognóstico de vida encurtado a meses ou ano, candidato, portanto, a cuidados paliativos,
Pegadinha central: paliativo não é sinônimo de “não há mais tratamento”; é tratamento ativo do sofrimento e pode coexistir com terapia da doença.
Comunicação empática e decisão compartilhada são parte da terapêutica, não tarefa exclusiva da psicologia.
A diretriz atual valoriza integração precoce e cuidado em todos os pontos da rede, com destaque para continuidade assistencial.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Cuidados paliativos não significam abandono terapêutico nem ficam restritos aos últimos dias de vida. A Política Nacional de Cuidados Paliativos do SUS, instituída pela Portaria GM/MS nº 3.681/2024, define cuidado voltado ao alívio da dor, do sofrimento e de outros sintomas em pessoas com condições que ameaçam ou limitam a continuidade da vida, com atenção também à família e aos cuidadores. O modelo atual favorece integração precoce e concomitante a tratamentos modificadores da doença quando eles ainda trazem benefício.
Na prática ambulatorial, a conduta central é comunicação clara e empática, controle de sintomas, respeito à autonomia, apoio psicossocial e espiritual e continuidade do cuidado. Prognóstico encurtado reforça a necessidade de planejamento, mas a indicação de cuidados paliativos deve ser guiada pelas necessidades da pessoa, e não por uma contagem rígida de meses de vida.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A comunicação deve incluir o próprio paciente conforme sua capacidade e preferências, respeitando autonomia e confidencialidade. “Reforçar esperanças” sem alinhamento realista pode produzir falsa esperança e prejudicar decisões compartilhadas.
B) Incorreta. A comunicação não deve ser terceirizada à psicologia, e cuidados paliativos não significam “impossibilidade de tratamento”. A equipe assistente continua responsável pelo diálogo e pelo manejo clínico, com apoio multiprofissional.
C) Correta (gabarito). Respostas empáticas, conforto e suporte ao paciente e aos familiares representam o núcleo do cuidado paliativo centrado na pessoa, associado a controle de sintomas e continuidade assistencial.
D) Incorreta. Dar alta simplesmente para transferir a responsabilidade fragmenta o cuidado. O profissional deve coordenar a transição e manter continuidade, mesmo quando uma equipe especializada de cuidados paliativos é incorporada.