De acordo com a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil, além da terapia de reidratação,
Pegadinha central: diarreia infantil = reidratação + alimentação mantida + zinco, não antidiarreico de rotina.
Atualização OMS 2024: manteve o zinco, mas sugeriu 5 mg por 10 a 14 dias.
Antibiótico e antiparasitário são reservados a indicações etiológicas específicas, não à diarreia aquosa não complicada em geral.
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Contexto
Na diarreia aguda da criança, a base do tratamento continua sendo solução de reidratação oral, manutenção da alimentação e do aleitamento materno, associadas ao zinco. O Ministério da Saúde mantém a recomendação de administrar zinco diariamente por 10 a 14 dias nas crianças com doença diarreica aguda.
Há uma atualização importante para prova: a diretriz da OMS de 2024 sobre pneumonia e diarreia em crianças até 10 anos manteve a recomendação de zinco tanto na diarreia aquosa aguda quanto na diarreia persistente, mas passou a sugerir dose oral de 5 mg, por 10 a 14 dias, com recomendação condicional e baixa certeza para essa dose. Isso difere dos esquemas históricos da OMS, que utilizavam 10 mg/dia abaixo de 6 meses e 20 mg/dia a partir de 6 meses. A mudança de dose não altera o gabarito: entre as opções, o medicamento recomendado é o zinco.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Nitazoxanida é antiparasitário e não deve ser prescrita rotineiramente para toda criança com diarreia. O tratamento etiológico depende de indicação específica.
B) Incorreta. Racecadotrila não integra a recomendação central da OMS e do Ministério da Saúde como adjuvante universal da terapia de reidratação.
C) Correta (gabarito). Zinco é o adjuvante recomendado para diarreia aguda e persistente na infância, em associação à reidratação e à alimentação continuada.
D) Incorreta. A OMS 2024 sugere contra o uso rotineiro de probióticos na diarreia aquosa aguda em crianças até 10 anos. Saccharomyces boulardii não substitui o zinco como recomendação padronizada.