Recém-nascido a termo, peso de nascimento de 3 250 g, adequado para a idade gestacional, nascido de parto cesáreo, chega à primeira consulta com dez dias de vida. A mãe é primípara e hígida. Atualmente, a criança está recebendo leite materno em pequena quantidade e fórmula láctea a cada três horas, iniciada há um dia. Ao exame, observa-se fissuras em ambos os mamilos; à tentativa de amamentar, a criança abocanha o mamilo e a mãe apresenta dor intensa.
Pegadinha central: fissura mamilar é problema de técnica até prova em contrário; olhe a mamada antes de prescrever produtos para o mamilo.
Bebê pegando só o mamilo = pega superficial, dor e transferência ruim de leite.
A intervenção mais eficaz é apoio presencial precoce e continuado, não espaçar mamadas nem oferecer bicos artificiais.
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Contexto
Dor intensa e fissuras mamilares nos primeiros dias de amamentação devem fazer procurar primeiro pega e posicionamento inadequados. O Ministério da Saúde orienta que o bebê fique voltado para a mãe, próximo ao corpo, com boca bem aberta antes de abocanhar a mama, queixo encostado na mama e maior quantidade de aréola visível acima da boca. Quando a pega é superficial e a criança abocanha apenas o mamilo, aumenta a fricção e a compressão tecidual, produzindo dor, fissuras e transferência ineficiente de leite.
A prevenção começa nas primeiras mamadas, idealmente ainda na maternidade, com observação direta, correção da técnica e apoio continuado após a alta. Fórmula, chupeta, bicos artificiais, conchas e preparações da pele durante a gestação não corrigem a causa mecânica do trauma. A recomendação atual permanece aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses quando não houver indicação médica de suplementação.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Observar a mamada e corrigir pega e posicionamento desde o início atua diretamente no mecanismo que causa fissura e dor, e a orientação após a alta ajuda a evitar recorrência e desmame precoce.
B) Incorreta. Fórmula rotineira em bico artificial não previne trauma mamilar e pode reduzir estímulo à produção láctea. Conchas também não substituem correção técnica e não são medida preventiva central.
C) Incorreta. Aumentar deliberadamente o intervalo entre mamadas reduz estímulo mamário e pode piorar ingurgitamento e produção. Chupeta não trata pega inadequada e não deve ser usada como estratégia para prevenir fissuras.
D) Incorreta. Hidratar a aréola durante a gestação não previne fissuras causadas por pega inadequada. Introduzir um dedo no canto da boca pode ser utilizado para romper o vácuo antes de retirar o bebê da mama quando necessário, mas esse detalhe não compensa a primeira parte incorreta e não substitui treinamento de pega.