Mulher, 52 anos de idade, realizou mamografia de rotina que identificou grupo de microcalcificações pleomórficas, com extensão de 0,7 cm, localizadas em quadrante superolateral de mama direita.
Pegadinha central: a biópsia deve ser guiada pelo método que enxerga a lesão.
Microcalcificação suspeita exclusivamente mamográfica favorece biópsia estereotáxica ou mamográfica.
Em agrupamentos pequenos, a assistência a vácuo melhora a amostragem; confirme calcificações na radiografia do espécime.
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Contexto
Microcalcificações pleomórficas agrupadas são um achado mamográfico suspeito e podem representar carcinoma ductal in situ ou componente invasivo associado. Como a lesão é definida pela mamografia e não há descrição de correspondente ultrassonográfico, o método de biópsia deve ser guiado pela própria imagem que demonstra o alvo.
Para um agrupamento pequeno de calcificações, a biópsia assistida a vácuo por estereotaxia ou técnica mamográfica equivalente permite retirar maior volume de tecido e maior número de calcificações do que uma core convencional, reduzindo subamostragem. Após a coleta, a radiografia dos fragmentos deve confirmar que as calcificações-alvo estão realmente no material enviado para anatomopatológico.
Ultrassonografia é excelente guia quando a lesão é visível por ultrassom, mas não deve ser escolhida como método de orientação apenas por ser mais simples se o alvo existe exclusivamente na mamografia.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Core biopsy estereotáxica pode ser utilizada em alguns cenários, mas para um pequeno grupo de microcalcificações suspeitas a biópsia assistida a vácuo oferece amostragem mais ampla e menor risco de perder calcificações representativas.
B) Incorreta. A mamotomia é uma boa técnica, mas o método de guia está errado. Se as microcalcificações não foram demonstradas ao ultrassom, não há alvo ultrassonográfico confiável.
C) Incorreta. Soma duas limitações: menor volume de amostra e uso de ultrassom para uma anormalidade descrita apenas na mamografia.
D) Correta (gabarito). Mamotomia guiada por mamografia permite localizar precisamente o agrupamento e obter volume suficiente de tecido contendo calcificações para diagnóstico histopatológico adequado.