Das medidas terapêuticas a seguir,
Pegadinha central: anafilaxia = adrenalina IM primeiro, sem esperar acesso venoso, anti-histamínico ou corticoide.
Local preferencial: face anterolateral da coxa.
Choque persistente exige também cristaloide rápido e, em ambiente monitorizado, escalada de suporte hemodinâmico.
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Contexto
Na anafilaxia, a intervenção que modifica imediatamente a fisiopatologia e reduz o risco de morte é a adrenalina intramuscular precoce. A atualização do Practice Parameter de Anafilaxia de 2023 da AAAAI e ACAAI mantém a epinefrina como tratamento de primeira linha. Ela atua em receptores alfa e beta adrenérgicos, revertendo vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, reduzindo edema de mucosa, promovendo broncodilatação e sustentando débito cardíaco.
A via preferencial é intramuscular na face anterolateral da coxa. Em adultos, usa-se tipicamente 0,3 a 0,5 mg da solução 1 mg/mL, podendo repetir a cada 5 a 15 minutos conforme a resposta. Em crianças, a referência é 0,01 mg/kg, respeitando a dose máxima adequada à faixa etária e ao dispositivo disponível. Anti-histamínicos e corticosteroides são adjuvantes e nunca devem atrasar a adrenalina.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Expansão volêmica é essencial quando há choque, porque a vasodilatação e o extravasamento capilar reduzem o volume circulante efetivo, mas não substitui a adrenalina e não reverte broncoespasmo ou edema de via aérea com a mesma rapidez.
B) Correta (gabarito). A administração precoce de adrenalina intramuscular é a medida com maior impacto sobre desfechos graves e mortalidade, porque trata simultaneamente os principais mecanismos da anafilaxia.
C) Incorreta. Bloqueadores H1 podem aliviar prurido e urticária, e o benefício adicional de H2 é limitado. Nenhum deles trata adequadamente choque, broncoespasmo ou edema laríngeo e não devem ser considerados terapia salvadora.
D) Incorreta. Corticosteroides têm início de ação tardio e não revertem a ameaça imediata. As recomendações atuais não apoiam seu uso rotineiro como substituto da adrenalina nem como estratégia capaz de prevenir de forma confiável reações bifásicas.