Sepse é definida pela presença de disfunção orgânica ameaçadora a vida, decorrente da resposta desregulada do organismo frente a um processo infeccioso.
Pegadinha central: qSOFA não fecha diagnóstico de sepse.
Sepse: infecção suspeita ou confirmada + aumento agudo de SOFA ≥2.
Atualização de prova: a SSC 2026 mantém a orientação de não usar qSOFA como ferramenta única de triagem.
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Contexto
A definição Sepsis-3 estabelece sepse como disfunção orgânica ameaçadora à vida causada por resposta desregulada do hospedeiro à infecção. Operacionalmente, a disfunção orgânica é representada por aumento agudo de pelo menos 2 pontos no SOFA relacionado à infecção. O SOFA avalia seis sistemas: respiratório, coagulação, hepático, cardiovascular, neurológico e renal.
Em quem já possui disfunção orgânica prévia, deve-se considerar o SOFA basal e procurar a variação aguda. O qSOFA não é critério diagnóstico de sepse. A Surviving Sepsis Campaign 2026 recomenda NEWS, NEWS2, MEWS ou SIRS em vez de qSOFA como ferramenta única de triagem hospitalar, justamente porque o qSOFA tem sensibilidade insuficiente para ser usado isoladamente.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. qSOFA é ferramenta rápida de estratificação de risco e alerta clínico, não o critério operacional que define disfunção orgânica na Sepsis-3. Sua sensibilidade não é suficientemente alta para justificar uso isolado como rastreio ou diagnóstico.
B) Incorreta. A disfunção de um único órgão pode, sozinha, acrescentar pelo menos 2 pontos ao SOFA e preencher o critério operacional de disfunção orgânica, desde que a alteração seja aguda e relacionada à infecção.
C) Incorreta. Disfunção orgânica prévia não impede uso do SOFA. O correto é estimar o valor basal e avaliar quanto o escore aumentou em relação a ele. Não se retorna aos critérios de SIRS como definição diagnóstica.
D) Correta (gabarito). O aumento agudo de 2 ou mais pontos no SOFA é o critério operacional clássico de disfunção orgânica associada à infecção, envolvendo os seis sistemas descritos.