Homem, 60 anos de idade, assintomático, ao realizar ultrassom abdominal de rotina apresentou dilatação da aorta abdominal abaixo das artérias renais de 4,5 cm.
Pegadinha central: 4,5 cm em homem assintomático significa vigilância, não cirurgia.
O limiar clássico de reparo eletivo no homem gira em torno de 5,5 cm, salvo situações de maior risco.
Intervalo de seguimento varia entre diretrizes. Para prova, identifique primeiro a decisão maior: acompanhar versus intervir.
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Contexto
Um aneurisma de aorta abdominal infrarrenal de 4,5 cm, assintomático, em homem está abaixo do limiar usual para correção eletiva. A diretriz da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular de 2023 recomenda vigilância por imagem para aneurismas assintomáticos nessa faixa e considera reparo, em geral, quando o diâmetro atinge cerca de 5,5 cm no homem, ou antes quando há sintomas, morfologia de maior risco ou crescimento acelerado.
O gabarito da prova é o acompanhamento ultrassonográfico a cada seis meses e deve ser mantido. Há, porém, uma diferença relevante entre referências: a diretriz ACC/AHA de 2022 recomenda ultrassonografia anual para homens com AAA de 4,0 a 4,9 cm, passando a cada seis meses a partir de 5,0 cm. Portanto, o princípio atual permanece o mesmo, vigilância e não operação em um homem assintomático com 4,5 cm, embora o intervalo exato possa variar conforme a diretriz adotada.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Angiotomografia é especialmente útil quando o ultrassom é inadequado, há suspeita de complicação ou será necessário planejamento anatômico para reparo. Não é a primeira escolha para vigilância rotineira de um AAA assintomático de 4,5 cm já bem caracterizado por ultrassom.
B) Correta (gabarito). O aneurisma está abaixo do limiar de correção eletiva e deve ser acompanhado. A prova adotou vigilância semestral. Referências atuais podem usar intervalo anual para homem nessa faixa, mas nenhuma das alternativas oferece essa opção, e o ponto decisivo permanece a conduta conservadora com ultrassom seriado.
C) Incorreta. Correção endovascular não se justifica apenas pelo diâmetro de 4,5 cm em paciente assintomático.
D) Incorreta. Cirurgia aberta também não está indicada sem atingir critérios de tamanho, sintomas, crescimento acelerado ou outra característica de alto risco.