Lactente, sexo masculino, seis meses de idade, apresenta episódio súbito de enterorragia com moderada repercussão hemodinâmica.
Pegadinha central: sangue vivo em lactente não significa automaticamente invaginação; sangramento indolor e significativo lembra Meckel.
Meckel sangrante: mucosa gástrica ectópica, úlcera ileal adjacente e cintilografia com Tc99.
Se houver instabilidade, reanimação e estabilização vêm antes do exame diagnóstico.
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Contexto
Enterorragia súbita, importante e sem descrição de dor em um lactente deve levantar a hipótese de divertículo de Meckel com mucosa gástrica ectópica. A secreção ácida dessa mucosa pode ulcerar o íleo adjacente e provocar sangramento digestivo baixo, às vezes volumoso. O exame clássico para demonstrar essa fisiopatologia é a cintilografia com pertecnetato de tecnécio-99m, captado pela mucosa gástrica ectópica.
Antes da investigação etiológica, uma criança com repercussão hemodinâmica deve ser estabilizada. Depois da estabilização inicial, entre as alternativas propostas, o mapeamento com Tc99 é o exame mais dirigido para a principal hipótese diagnóstica. Ultrassonografia é muito útil quando a suspeita é invaginação intestinal, especialmente diante de dor em cólica e achado em alvo, mas não é o melhor teste para detectar mucosa gástrica ectópica no Meckel.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Ultrassonografia pode identificar outras causas de sangramento e é excelente para invaginação intestinal, mas não é o método de escolha para demonstrar mucosa gástrica ectópica em divertículo de Meckel.
B) Incorreta. Tomografia pode mostrar complicações abdominais, porém tem menor direcionamento para a hipótese clássica do caso e ainda envolve radiação ionizante em lactente.
C) Correta (gabarito). A cintilografia com Tc99 pesquisa mucosa gástrica ectópica e é o exame clássico para o divertículo de Meckel sangrante na criança.
D) Incorreta. Endoscopia digestiva alta avalia esôfago, estômago e duodeno e não alcança o íleo, onde se localiza o divertículo de Meckel.