Tumores anexiais benignos

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Questão 55
UNIFESP · 2023

Paciente com atraso menstrual de 7 semanas, assintomática, realiza ultrassom obstétrico inicial, visibilizado saco gestacional tópico e regular, embrião vivo compatível com a idade gestacional, vesícula vitelínica presente, ausência de áreas de descolamento ovular. Em região anexial, visibilizada formação cística anecoica de aproximadamente 6cm de diâmetro, com reforço acústico posterior, sem septos ou áreas sólidas, vascularização periférica exuberante ao estudo Doppler.

Frente a esses achados, qual é a conduta recomendada?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O achado anexial é um cisto simples: conteúdo anecoico, reforço acústico posterior, ausência de septos e de componentes sólidos. Aos sete semanas, uma estrutura cística ovariana com vascularização periférica exuberante pode corresponder ao corpo lúteo, responsável por produção de progesterona no início da gestação. A aparência ultrassonográfica é muito mais importante que o tamanho isolado para estimar risco de malignidade.

Em gestante assintomática com massa simples e aspecto benigno, a conduta habitual é expectante com ultrassonografia seriada. Muitas massas funcionais involuem espontaneamente conforme a gestação avança. Cirurgia fica reservada para torção, ruptura, sintomas relevantes, crescimento persistente ou características suspeitas de malignidade. Quando uma operação eletiva é realmente necessária, costuma-se preferir período após o primeiro trimestre, mas não se opera de rotina apenas porque um cisto simples mede cerca de 6 cm.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). Seguimento ultrassonográfico permite confirmar regressão, estabilidade ou surgimento de características suspeitas sem expor mãe e embrião a procedimento desnecessário.

B) Incorreta. Laparotomia no primeiro trimestre seria desproporcional em paciente assintomática com cisto simples. Cirurgia precoce é indicada diante de urgência, como torção ou ruptura, ou forte suspeita oncológica.

C) Incorreta. Videolaparoscopia após 12 semanas pode ser opção quando a massa persiste e possui indicação cirúrgica, mas o achado benigno e a ausência de sintomas não justificam programar operação desde já.

D) Incorreta. Ressonância pode ajudar quando a ultrassonografia é inconclusiva, e marcadores tumorais têm interpretação limitada na gestação. Um cisto simples, bem caracterizado ao ultrassom, não exige essa investigação inicial.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: “anel de fogo” ao Doppler não significa tumor; corpo lúteo pode ser intensamente vascularizado na periferia.

  • Massa simples, assintomática e sem componente sólido tende a ser observada.

  • Na gestação, opere por sintomas, complicação, persistência preocupante ou suspeita de malignidade, não pelo diâmetro isolado.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Tumores anexiais benignos” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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