Mulher, 32 anos de idade, IG I Parto vaginal há 4 meses, refere incontinência urinária de esforço durante a gestação, com piora no puerpério. Refere perda ao tossir, espirrar e carregar o bebê no colo.
Pegadinha central: puérpera jovem com incontinência de esforço começa com tratamento conservador, não com sling.
Treinamento supervisionado do assoalho pélvico por pelo menos 3 meses é a referência de primeira linha.
Perda ao tossir e espirrar sugere incontinência de esforço; urgência precedendo a perda aponta para componente de bexiga hiperativa.
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Contexto
A perda de urina ao tossir, espirrar ou realizar esforço caracteriza incontinência urinária de esforço, causada pela incapacidade do mecanismo de continência uretral de compensar aumentos da pressão abdominal. Gestação e parto vaginal podem enfraquecer músculos, fáscias e suporte neural do assoalho pélvico, e parte das pacientes apresenta melhora espontânea nos primeiros meses após o parto.
O NICE NG123 recomenda treinamento supervisionado da musculatura do assoalho pélvico por pelo menos 3 meses como tratamento de primeira linha para incontinência urinária de esforço ou mista. O programa deve começar após avaliação da capacidade de contrair corretamente a musculatura. Cirurgia é considerada quando sintomas persistem e incomodam apesar de tratamento conservador adequado e após avaliação uroginecológica.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Sling retropúbico é opção cirúrgica eficaz para incontinência de esforço persistente, mas não é primeira conduta em mulher de 32 anos, quatro meses após parto, que ainda não realizou tratamento conservador estruturado.
B) Incorreta. Colpofixação retropúbica não é a abordagem inicial para incontinência urinária de esforço puerperal. Procedimentos invasivos são reservados para casos selecionados após falha ou inadequação do manejo conservador.
C) Correta (gabarito). Fisioterapia do assoalho pélvico, com treinamento muscular supervisionado, é primeira linha e atua diretamente no suporte uretral e no controle da pressão durante esforços.
D) Incorreta. Agentes de preenchimento periuretral podem ser utilizados em situações específicas, especialmente quando cirurgia convencional não é desejada ou adequada, mas têm eficácia e durabilidade inferiores às técnicas cirúrgicas e não precedem a fisioterapia neste cenário.