Menino, 6 anos de idade, apresenta dor abdominal em cólica e vômitos há 12 horas que evoluiu com distensão abdominal e evacuação muco sanguinolenta, há 2 horas. Realizou USG abdominal que mostrou imagem em “alvo” na fossa ilíaca direita.
Pegadinha central: a banca pergunta a conduta imediata, não o tratamento definitivo. Em emergência pediátrica, estabilização vem antes da redução.
Tríade clássica completa é pouco frequente; dor em cólica, vômitos e imagem em alvo já sustentam fortemente o diagnóstico.
Enema pneumático ou hidrostático é preferido quando não há perfuração, peritonite ou instabilidade persistente.
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Contexto
O quadro é típico de invaginação intestinal: dor abdominal em cólica, vômitos, distensão, evacuação com muco e sangue e ultrassonografia com imagem em alvo. A invaginação ocorre quando um segmento intestinal penetra no segmento distal, comprimindo mesentério e vasos. A progressão causa edema, congestão venosa, isquemia e, se não tratada, necrose e perfuração.
A prioridade imediata em uma criança com obstrução intestinal é a estabilização clínica: jejum, acesso venoso, correção de desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos, analgesia e avaliação de sinais de choque, peritonite ou perfuração. A redução não operatória por enema pneumático ou hidrostático é tratamento de escolha em pacientes estáveis e sem contraindicações, mas deve ocorrer depois da ressuscitação inicial. Perfuração, peritonite e instabilidade persistente direcionam para abordagem cirúrgica.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A correção hidroeletrolítica e metabólica vem antes da tentativa de redução. A criança está vomitando há 12 horas e apresenta obstrução intestinal, portanto pode ter desidratação, hipovolemia e alterações eletrolíticas que precisam ser corrigidas imediatamente.
B) Incorreta. A ultrassonografia já demonstrou o achado clássico de invaginação. Tomografia acrescentaria radiação e atraso sem necessidade em um quadro típico e já documentado.
C) Incorreta. O enema pode ser terapêutico, mas não antecede a estabilização. Além disso, antes da redução é obrigatório excluir contraindicações clínicas como peritonite e perfuração.
D) Incorreta. A redução hidrostática guiada por imagem é uma opção definitiva em criança estável, porém não é a primeira ação diante de possível repercussão volêmica e metabólica. Primeiro estabiliza-se o paciente, depois se procede à redução.