Mulher, 42 anos de idade, assintomática e sem antecedentes familiares ou pessoais, sem alterações no exame mamário realizou mamografia de rastreamento, complemento mamográfico e estudo ultrassonográfico. Os principais achados estão apresentados na figura anexa.

Benigno e provavelmente benigno não são sinônimos: BI-RADS 2 retorna à rotina; BI-RADS 3 geralmente começa com controle em 6 meses.
A Q47 tem dupla aceitação informada, B e C; não transformar essa particularidade em equivalência entre os dois seguimentos.
Nódulo oval, circunscrito e paralelo favorece benignidade; irregularidade, margens não circunscritas ou mudança suspeita exigem reavaliação.
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Contexto
A imagem Q47-img1 reúne um recorte mamográfico e uma ultrassonografia. Nesta, observa-se formação oval, hipoecoica, aparentemente circunscrita e com maior eixo paralelo à pele. O conjunto favorece baixa suspeição, mas a reprodução isolada não permite afirmar que se trate de cisto simples, comprovar estabilidade ou atribuir um BI-RADS definitivo. Essas conclusões exigem o estudo completo, correlação entre métodos e, quando disponíveis, exames anteriores.
O ponto que define a conduta é a diferença entre benigno, BI-RADS 2, e provavelmente benigno, BI-RADS 3, segundo o sistema do American College of Radiology. O primeiro retorna ao rastreamento habitual; o segundo tem risco de malignidade de até 2% e geralmente recebe acompanhamento inicial em 6 meses. Um nódulo oval e circunscrito pode ser provavelmente benigno sem que haja indicação imediata de biópsia. A ausência de antecedentes familiares, isoladamente, nunca dispensa investigar uma imagem suspeita.
O gabarito fornecido aceita B e C. Essa dupla aceitação é preservada, mas não significa que BI-RADS 2 e 3 tenham o mesmo seguimento. B corresponde à interpretação de achado benigno e retorno ao rastreamento anual adotado pela prova; C corresponde ao acompanhamento de um nódulo provavelmente benigno identificado ao ultrassom. Se a avaliação final for BI-RADS 3, fazer somente mamografia anual não substitui o controle dirigido em curto intervalo. O intervalo do rastreamento populacional também depende da diretriz adotada, diferentemente do seguimento de uma lesão específica.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não há, na reprodução apresentada, sinal inequívoco de suspeição que imponha core biopsy. Ela seria indicada diante de classificação BI-RADS 4 ou 5, mudança suspeita no seguimento ou discordância entre imagem e exame clínico.
B) Correta (gabarito). É uma das respostas aceitas, coerente com retorno à rotina anual considerada pela banca se o estudo completo definir benignidade. A ressalva é que essa rotina não deve substituir o controle específico de uma lesão efetivamente classificada como BI-RADS 3.
C) Correta, também aceita no gabarito fornecido. O controle ultrassonográfico em 6 meses é a conduta clássica para um nódulo BI-RADS 3 após avaliação diagnóstica completa. Permite documentar estabilidade, preservando a indicação de biópsia caso surjam crescimento relevante ou alterações morfológicas suspeitas.
D) Incorreta. Ressonância não é a etapa habitual para resolver um nódulo de baixa suspeição já avaliado por mamografia e ultrassom em mulher de risco habitual. Sua indicação depende de situações específicas, como rastreamento de alto risco ou problemas diagnósticos selecionados.