Síndromes coronarianas agudas

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Questão 6
UNIFESP · 2024

Homem, 68 anos de idade, encontra-se em pósoperatório de cirurgia de revascularização miocárdica, sem intercorrências, com ecocardiograma mostrando função ventricular normal e discreto derrame pleural à radiografia de tórax.

Quais medicações devem ser continuadas após alta hospitalar?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Após cirurgia de revascularização miocárdica, o tratamento de alta deve priorizar prevenção secundária da doença aterosclerótica. AAS e estatina de alta intensidade são pilares. Controle de pressão, diabetes, tabagismo, atividade física e reabilitação cardíaca completam a estratégia.

A Diretriz ACC/AHA/SCAI 2021 reforça terapia antiplquetária e controle agressivo de fatores de risco após revascularização. Betabloqueadores têm benefício particularmente estabelecido em pacientes com infarto recente, angina, arritmias ou disfunção ventricular. Inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina são indicados conforme comorbidades, como hipertensão, diabetes, doença renal, disfunção ventricular ou outros critérios de prevenção cardiovascular.

A questão adota um esquema clássico de alta com AAS, estatina, betabloqueador e inibidor da ECA. É importante notar que, em recomendações atuais, betabloqueador e IECA não são obrigatórios para todo paciente pós-CABG independentemente do perfil clínico. Ainda assim, entre as alternativas, C é a que melhor representa prevenção secundária sem acrescentar um fármaco claramente injustificado pelo caso.

O discreto derrame pleural pós-operatório, sem congestão e com função ventricular normal, não indica diurético crônico. Clopidogrel também não deve ser acrescentado automaticamente a todo paciente após CABG; dupla antiagregação depende do contexto, como síndrome coronariana aguda, enxertos e risco hemorrágico.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. AAS e estatina estão corretos, mas diurético não se justifica apenas por pequeno derrame pleural pós-operatório sem sinais de sobrecarga volêmica ou insuficiência cardíaca.

B) Incorreta. O esquema omite estatina, pilar obrigatório da prevenção secundária aterosclerótica, e acrescenta diurético sem indicação clínica demonstrada.

C) Correta (gabarito). É a opção que reúne AAS e estatina com fármacos cardioprotetores classicamente usados após doença coronariana, sem incluir diurético ou clopidogrel de rotina. Na prática atual, a necessidade de betabloqueador e IECA deve ser individualizada.

D) Incorreta. Embora estatina, AAS e IECA possam ser apropriados, clopidogrel não é obrigatório de rotina após CABG em todos os pacientes, e a alternativa deixa de fora o betabloqueador que a questão espera no esquema clássico.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha: pequeno derrame pleural pós-CABG não significa indicação automática de diurético na alta.

  • AAS e estatina são os pilares mais constantes da prevenção secundária após revascularização.

  • Dupla antiagregação, betabloqueador e bloqueio do sistema renina-angiotensina dependem do contexto clínico e da indicação específica.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Síndromes coronarianas agudas” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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