Um gestor em saúde quer saber o nível de satisfação dos clientes com os serviços médicos prestados. Ele sabe que precisa entrevistar pelo menos 250 clientes para estimar, com uma margem de erro de 3%, a proporção daqueles insatisfeitos com o serviço.
Aleatoriedade precisa começar na população-alvo: sortear dentro de um evento não torna seus participantes representativos de todos os clientes.
Tamanho amostral controla precisão; seleção e não resposta podem comprometer validade.
Conte entrevistas completas, não apenas questionários enviados.
Acompanhar não respondentes é parte do desenho, não um detalhe administrativo.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Generalizar a satisfação observada na amostra para toda a clientela exige que o processo de seleção represente a população-alvo. Na amostragem probabilística, cada indivíduo tem probabilidade conhecida e diferente de zero de ser selecionado. No sorteio aleatório simples feito a partir de um cadastro completo, todos têm a mesma chance. Sortear pessoas dentro de um grupo previamente selecionado por conveniência não elimina a exclusão dos demais clientes.
O melhor plano é sortear clientes no cadastro global e acompanhar os que não responderem. Pessoas muito satisfeitas, muito insatisfeitas, com maior familiaridade digital ou com maior disponibilidade podem responder em proporções diferentes. Buscar os não respondentes reduz esse viés, embora não garanta sua eliminação. O cadastro deve abranger a clientela e o contato deve ser viável; se parte dos sorteados não usa e-mail, convém oferecer outro meio de resposta.
O enunciado fornece a necessidade de pelo menos 250 entrevistas, mas 250 convites não equivalem a 250 respostas. O planejamento deve prever perdas. Além disso, não é possível confirmar isoladamente a margem de erro de 3% sem conhecer nível de confiança, proporção esperada, tamanho da população e desenho amostral. Para responder à questão, aceita-se o cálculo informado e escolhe-se o plano metodologicamente mais adequado. Aumentar uma amostra enviesada melhora sua precisão, mas não corrige o erro sistemático.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O sorteio acontece somente entre os participantes do evento. Quem comparece pode ter interesse em saúde, disponibilidade e relação com o serviço diferentes dos demais clientes; estes últimos ficam sem chance de seleção.
B) Incorreta. Enviar para todos não torna a amostra final probabilística quando só entram os primeiros voluntários. A decisão e a rapidez de responder podem estar associadas à própria satisfação, produzindo autoseleção.
C) Correta (gabarito). A seleção aleatória a partir da clientela oferece a base para generalização, e acompanhar os não respondentes reduz perdas seletivas. É o melhor plano entre os apresentados, desde que se preserve a cobertura do cadastro e o número necessário de entrevistas concluídas.
D) Incorreta. Os primeiros atendidos de um único dia constituem amostra de conveniência. Sortear o dia não assegura que tipos de atendimento, turnos, frequência de utilização e perfis de clientes estejam adequadamente representados.