Mulher, 62 anos de idade, está em tratamento para diabetes mellitus tipo 2 com metformina e um inibidor de SGLT2.
Pegadinha central: SGLT2 pode causar cetoacidose mesmo sem hiperglicemia importante.
Metformina de longo prazo pode reduzir B12; pense nisso diante de anemia ou neuropatia.
SGLT2 deve ser temporariamente suspenso em situações de jejum prolongado, doença aguda grave e antes de cirurgias conforme orientação específica.
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Contexto
Metformina e inibidores de SGLT2 têm perfis adversos muito diferentes. A metformina pode reduzir a absorção de vitamina B12, efeito que se torna mais relevante com uso prolongado e pode contribuir para anemia megaloblástica ou neuropatia. A ADA recomenda monitorização periódica, especialmente em uso prolongado ou diante de anemia e neuropatia.
Os inibidores de SGLT2 aumentam a excreção urinária de glicose e podem, raramente, precipitar cetoacidose diabética com glicemia normal ou apenas moderadamente elevada, chamada cetoacidose euglicêmica. Jejum prolongado, cirurgia, doença aguda, redução excessiva de insulina, dieta cetogênica e desidratação aumentam o risco. Também são associados a infecções genitais micóticas e depleção volêmica em alguns pacientes.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Redução de vitamina B12 é efeito conhecido da metformina, e cetoacidose euglicêmica é evento adverso raro, porém importante, dos inibidores de SGLT2.
B) Incorreta. Metformina isolada tem baixo risco de hipoglicemia porque não estimula secreção de insulina. Esteatose hepática não é efeito adverso típico dos inibidores de SGLT2.
C) Incorreta. A ordem está invertida: cetoacidose euglicêmica é associada aos inibidores de SGLT2. Além disso, essa classe reduz hospitalizações por insuficiência cardíaca em grupos apropriados.
D) Incorreta. Metformina costuma ser neutra ou associada a discreta perda de peso, e inibidores de SGLT2 também tendem a reduzir peso e pressão arterial, não a produzir ganho ponderal e hipertensão.