Menino, 1 ano e 6 meses de idade, há 2 dias iniciou quadro de vômitos e febre baixa (que cessaram) e evoluiu com diarreia, caracterizada por fezes líquidas, sem sangue e sem muco, com frequência de cerca de 4 vezes ao dia. Exame físico: bem nutrido, em bom estado geral e sem sinais de desidratação. Além de orientar o uso de soro oral após cada evacuação e os sinais de perigo para retorno ao serviço de saúde,
Diarreia aquosa simples não exige retirar leite, lactose ou gordura da alimentação habitual.
Sem desidratação: Plano A, SRO após perdas, alimentação mantida e zinco.
Confira a fonte da dose: o MS apresenta 10 ou 20 mg/dia conforme a idade; a OMS 2024 sugere 5 mg/dia.
Retornar se houver piora, muita sede, redução de diurese, vômitos repetidos, recusa alimentar ou sangue nas fezes.
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Contexto
O quadro é de diarreia aguda aquosa sem sinais de desidratação, sangue ou comprometimento sistêmico. O mecanismo mais provável é infeccioso, frequentemente viral nessa idade, mas não é necessário identificar o agente para a conduta inicial. A classificação da hidratação define o tratamento: criança hidratada recebe Plano A, com líquidos adicionais, solução de reidratação oral após perdas, alimentação habitual, zinco e orientação sobre retorno.
A solução de reidratação oral utiliza o cotransporte intestinal de sódio e glicose, que permanece funcional na maioria das diarreias. A alimentação preserva o aporte energético e favorece recuperação intestinal; deve-se manter o aleitamento quando presente. Jejum, dieta hipogordurosa e retirada rotineira da lactose podem reduzir a ingestão sem benefício no episódio simples. Restrição de lactose fica reservada a situações selecionadas de intolerância secundária, sobretudo quando a evolução clínica sugere esse mecanismo.
Essas doses constam do cartaz ministerial Manejo do paciente com diarreia. A diretriz da OMS de 2024 para pneumonia e diarreia em crianças até dez anos passou a sugerir zinco em dose de 5 mg/dia por até 14 dias, recomendação condicional. Trata-se de diferença entre documentos: a questão pede a orientação do Ministério da Saúde, e ambos sustentam alimentação habitual mais zinco. A OMS também sugere não usar probióticos rotineiramente na diarreia aquosa aguda.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não há indicação de reduzir gordura da dieta habitual de uma criança bem nutrida com episódio breve. Probiótico não integra a medida medicamentosa central solicitada pelo protocolo ministerial.
B) Correta (gabarito). Mantém o aporte nutricional e acrescenta zinco, que pode reduzir duração e gravidade do episódio. Para 18 meses, o esquema do documento ministerial é 20 mg/dia por 10 a 14 dias.
C) Incorreta. Acerta a alimentação, mas troca o zinco por probiótico. Eventuais efeitos de probióticos dependem da cepa e não justificam substituir a conduta padronizada cobrada.
D) Incorreta. Acerta o zinco, porém não há diarreia persistente nem evidência de intolerância secundária que justifique excluir lactose.