Em 2022, a levedura Candida auris foi incluída pela Organização Mundial de Saúde como um dos patógenos fúngicos prioritários, demandando ações preventivas por parte de gestores de saúde de diferentes países.
Pegadinha central: colonizar a pele não significa causar doença cutânea; em Candida auris, colonização é reservatório para transmissão hospitalar.
OMS 2022: Candida auris integra o grupo de patógenos fúngicos de prioridade crítica.
Persistência ambiental, dificuldade de erradicação e resistência antifúngica explicam os surtos em hospitais.
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Contexto
Candida auris foi incluída pela Organização Mundial da Saúde, em 2022, no grupo de prioridade crítica da lista global de patógenos fúngicos. O problema epidemiológico não é um tropismo exclusivo por um órgão, mas a combinação de transmissão em serviços de saúde, colonização prolongada, persistência ambiental e resistência a antifúngicos.
A levedura pode colonizar pele e outros sítios sem causar sintomas e permanecer por meses ou anos. Pacientes colonizados e infectados podem contaminar superfícies e equipamentos, facilitando surtos hospitalares. Além disso, muitas cepas apresentam resistência a uma ou mais classes de antifúngicos, e isolados multirresistentes ou pan-resistentes já foram descritos. A identificação laboratorial também pode ser difícil por métodos convencionais.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Infecção do sistema nervoso central pode ocorrer em candidíase invasiva, mas não é a característica que explica a prioridade epidemiológica de Candida auris.
B) Correta (gabarito). Resume os três elementos centrais: colonização prolongada de pacientes, resistência antifúngica e capacidade de transmissão com surtos em instituições de saúde.
C) Incorreta. Imunossupressão aumenta o risco de candidíase invasiva, inclusive em diferentes órgãos, mas Candida auris não é priorizada por predileção específica pelo sistema nervoso central.
D) Incorreta. A colonização cutânea é epidemiologicamente importante, mas a levedura não se destaca por causar uma dermatose crônica secretiva altamente contagiosa. O problema é a colonização assintomática e a transmissão nosocomial, com risco de infecção invasiva.