Amniotomia por distócia avaliada é diferente de amniotomia precoce de rotina.
No baixo risco, guardar toque em geral a cada 4 horas e ausculta fetal intermitente.
Peridural não exige ocitocina preventiva.
Dilatação abaixo de 1 cm/h, isoladamente, não é diagnóstico contemporâneo de falha de progressão.
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Contexto
O primeiro período do parto vai do início do trabalho de parto até a dilatação cervical completa. Em mulher saudável e de risco habitual, a assistência combina apoio, avaliação clínica e vigilância fetal, evitando intervenções sem indicação. A questão remete às Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal do Ministério da Saúde, de 2017, que distinguem condução de uma distócia identificada de aceleração rotineira de um parto normal.
Na progressão normal, não se recomenda amniotomia precoce rotineira, uso preventivo de ocitocina apenas por haver peridural nem cardiotocografia de admissão para todas as mulheres de baixo risco. O exame vaginal é usualmente oferecido a cada 4 horas, antecipado se houver indicação clínica ou necessidade expressa pela mulher, com consentimento e avaliação do desconforto.
A amniotomia rompe artificialmente as membranas e pode favorecer o progresso ao aumentar o contato da apresentação com o colo e a atividade uterina. Antes, é preciso revisar dilatação, contrações, posição e descida fetal, descartar obstrução e avaliar risco de prolapso de cordão, particularmente se a apresentação estiver alta. A OMS, nas recomendações de cuidado intraparto e no Labour Care Guide, reforça que velocidade de dilatação inferior a 1 cm/h, isoladamente, não define distócia nem justifica intervenção automática. Assim, a alternativa D depende de falha de progressão avaliada clinicamente, não de qualquer demora percebida.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A analgesia peridural não determina uso profilático de ocitocina. Se surgir dinâmica insuficiente com atraso confirmado, pode haver indicação de condução, mas isso exige avaliação da evolução.
B) Incorreta. A recomendação rotineira é intervalo de aproximadamente 4 horas. Toques a cada 2 horas podem ter indicação em circunstâncias específicas, mas não devem ser aplicados indiscriminadamente ao parto de baixo risco.
C) Incorreta. Cardiotocografia de admissão de rotina não é recomendada para toda parturiente saudável de risco habitual. Ausculta intermitente é apropriada nesse contexto, e alterações fetais ou fatores de risco podem indicar monitorização eletrônica.
D) Correta (gabarito). Amniotomia pode integrar a condução do atraso de progressão confirmado quando as membranas estão íntegras e a avaliação obstétrica demonstra condições seguras. Isso não equivale a romper a bolsa rotineiramente para acelerar qualquer trabalho de parto.